Panquecas proteicas de aveia

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Nos últimos tempos tenho levado os treinos a outro nível, e, com isso, surgiram novos objectivos. Ora, seria inevitável que a alimentação tomasse um novo rumo, ainda que vegetariana, e acabasse por se reflectir nas receitas que partilho.

Desta vez partilho-vos panquecas. Esta é provavelmente uma das minhas receitas preferidas por tão ser rápida e por ter ingredientes simples, que incluo frequentemente na minha alimentação. Gosto de as fazer de manhã ou no dia anterior, e facilmente transportar para qualquer lado num tupperware com rodelas de banana ou outras frutas e até uma pitada de canela, para um lanche ou pequeno-almoço prático e saboroso.
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Como já devem ter reparado, esta receita exclui os ovos e o trigo e por isso estas panquecas têm um textura ligeiramente diferente, são mais densas, e podem partir-se enquanto as virar na frigideira. Para que não vos aconteça isto, aconselho-vos a pré-aquecer bem a frigideira, e depois de colocar a massa, deixar cozer bem por baixo, de forma a que se formem bolhinhas na face superior, e as bordas da panqueca estejam notavelmente cozidas (cerca de 2-3 minutos, dependendo das frigideiras e do lume). Adicionar linhaça também é uma boa ideia visto que a massa é delicada, e por isso ajuda a manter-se ligada e coesa.

Por fim, espero que gostem da sugestão, e, caso não tenham proteína, podem substituir por mais aveia, na mesma quantidade, ou oleaginosas. E como as servir? Com fruta da época, que é a meu ver a melhor forma de as “adoçar” (não tenho o hábito de juntar açúcar à massa das panquecas), mas também pode servir com iogurte ou manteigas de oleaginosas (como na última fotografia, com a minha “Nutella” de avelã e cacau).
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Rolinhos de beringela e quinoa + a minha versão de “Mozzarella”

Acho que o que melhor tem a culinária é que nunca me deixa de surpreender. Quem diria que é possível fazer em casa bolinhas semelhantes a queijinhos, quase como bolas de Mozzarella? É claro que o sabor é diferente, e a textura, mas gosto da sua semelhança e uso na criação de novos pratos, e de um novo desafio na cozinha.
Sabem que eu não sou muito de recriar pratos ou produtos tradicionais, e acho que a culinária vegetal não precisa deles nem de produtos processados para saber bem, ou simplesmente para ser mais apelativa ao público em geral. Mas às vezes com ingredientes vegetais simples fazemos as coisas mais curiosas, e adoro a ideia de criar com poucos ingredientes, pratos novos, com sabores ou texturas conhecidos ou nunca antes explorados, e é o que me faz querer continuar a cozinhar e a experimentar.

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E a minha sugestão para servir esta “mozzarella” é como recheio de rolinhos de beringela. Em plena época deste vegetal, decidi grelhá-lo em fatias longitudinais, e recheá-las com quinoa, cobrir com molho de tomate e levar ao forno (para o “queijo” amolecer um bocadinho). O resultado final é uma entrada ou acompanhamento leve mas bastante aromático, e com texturas diferentes da beringela crocante e da quinoa macia, envolvidos em molho de tomate.

Relativamente ao recheio dos rolinhos, apenas enriqueci a quinoa com folhas de manjericão, a tal “mozzarella”, limão, alho, sal e pimenta preta. Se por acaso não quiserem experimentar este queijo vegano, porque exige algum tempo e trabalho, podem também substituir por tomate seco ou algumas azeitonas picadinhas, para dar mais sabor ao recheio. Também podem substituir a beringela por curgete, se preferirem, porque também é possível fazer rolinhos óptimos depois de grelhar este vegetal, e a quinoa pode facilmente ser substituída por outro cereal ou até mesmo por lentilhas.

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Crumble cru de pêssegos e framboesas

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Esta época do ano é provavelmente a minha preferida. Pêssegos maduros, e frutos silvestres que vão aparecendo aqui e ali. A desculpa perfeita para fazer uma sobremesa todos os dias com estes ingredientes deliciosos… Mas desta vez ficamo-nos só por este crumble! 😉

Este crumble tem um topping de coco, aveia, e manteiga de amêndoa, (que podem substituir por outra manteiga de oleginosas), e tâmaras, para adoçar, e manter o topping mais consistente, e um pouco doce. O recheio resume-se ao sabor de pêssegos maduros com um leve toque citrico do limão e um aroma reconfortante da canela, que para mim é obrigatório num crumble, quer seja cru ou não.

Esta sobremesa é muito simples e não vai ao forno, (o que, sinceramente, nesta altura parece-me uma vantagem, porque eu não gosto de ligar o forno com este calor). Mas mimetiza o crumble tradicional, porque os pêsssegos ficam macios com a adição do sumo de limão e xarope, e o topping, apesar de ser diferente, tem um sabor a coco e amêndoa que acompanha bem a doçura das frutas da época.
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