Salada de feijão preto, vegetais grelhados e um molho de tomate picante + Como grelhar vegetais

Naquela altura do ano em que os convívios decorrem à mesa e envolvem bebidas frescas, saladas e grelhados, também é possível, para quem opta apenas pelos alimentos vegetais grelhados, tirar o melhor partido destes.
Os vegetais, quando bem grelhados, concentram naturalmente o seu sabor, ficam com um travo fumado e uma de crosta crocante, que os torna uma adição deliciosa a saladas, massas, molhos, ou podem ser simplesmente servidos assim.

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Assim, neste artigo deixo-vos algumas sugestões baseadas na minha experiência para grelhar vegetais com sucesso.

Como temperar: Junto quase sempre só um fiozinho de azeite para prevenir que estes sequem ou que se colem à grelha, ou para permitir que os condimentos e os seus sabores fiquem bem impregnados na superfície dos vegetais. Quanto aos condimentos, acho que os vegetais ficam óptimos temperados apenas com um fio de azeite, sal e pimenta preta imediatamente antes de os grelhar. Para variar, às vezes também deixo os vegetais marinar num preparado com azeite, um elemento ácido (vinagre, vinagre balsâmico, citrinos…), uma pitada de sal, e um ou mais condimentos aromáticos (como o alho, pimentas, gengibre, colorau, ou ervas aromáticas secas).

Como grelhar: Os vegetais maiores (e com pele) coloco directamente na grelha quente, enquanto os vegetais de tamanho mais pequeno, ou de formato delicado, uso em espetadas para facilitar a rotação. Caso usem espetos de madeira, devem demolhar em água cerca de meia hora para não queimarem. Quando corto os vegetais em fatias, para além dos espetos, também posso coloca-los prensados numa grelha dupla para facilitar a viragem. Por vezes, também envolvo vários vegetais cortados numa folha de papel de alumínio, com o próprio molho da marinada, como forma de obter vegetais mais tenros.
Para que estes não queimem, a temperatura idealmente não deve ultrapassar os 200ºC, e os vegetais maiores devem ser colocados nas partes mais quentes da grelha, enquanto os mais delicados, ou os cortados, devem ser colocados nas partes menos quentes. E claro, deve agrupá-los consoante o tempo de cozimento.
Quanto ao tempo de cozimento, espargos, brócolos e couve-flor em pedaços, beringela em rodelas, pimento inteiro, tomate (cortados em metades), cebola cortadas em fatias, demoram cerca de 7-10 minutos, enquanto os tomates cereja, curgete em fatias e abacate ficam no ponto em 3-5 minutos. O milho em espiga, e os cogumelos Portobello precisam quase sempre de 12 a 13 minutos, enquanto a batata-doce, por exemplo, leva uns 15 minutos a grelhar. Em média os vegetais cortados em fatias não demoram mais do que 5-10 minutos na grelha, e apenas precisam de uma ou duas viragens. Vegetais inteiros, por exemplo, precisam de ser virados mais vezes para não queimar.

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Passando agora à receita… Comecei por grelhar o tofu em fatias, bem condimentado, para encobrir o sabor neutro desta proteína vegetal. Mas, se não gostarem, podem omiti-lo. Grelhei também a batata-doce, pimentos, tomates e cebola. Estes últimos, aproveitei não só a para a salada de feijão preto, como também para fazer um molho para acompanhar a batata-doce grelhada. Este molho resultou numa espécie de ketchup, mas mais concentrado em sabor pela ligeira redução do tomate grelhado, adocicado pela cebola grelhado, e também mais aromático, devido à adição de algumas especiarias (que aproveitei do molho da marinada do tofu).

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Workshop de culinária vegetariana no espaço Yoga na Granja

workshop yoga na granja

No dia 16 de Julho às 15h vou leccionar um workshop dedicado à culinária vegetariana, no espaço Yoga na Granja! Será um workshop dentro do âmbito desta página, com receitas vegetarianas, que considero serem saborosas, simples e criativas!
Para saber mais sobre os preços e inscrições podem contactar: yoganagranja@gmail.com , ou compassionatecuisine@hotmail.com
Conto com a vossa participação! 🙂

Tarte de limão

Limoeiro
Recentemente recebi a sugestão de uma leitora da página de partilhar sobremesas mais frescas. Imediatamente verifiquei a inexistência de sobremesas nesta página com lima ou limão, ou sobremesas que utilizassem principalmente frutas. Admito que gosto muito mais de sobremesas ricas, com chocolate, mas depois de ter posto esta tarte em prática, achei que talvez fosse igualmente tentadora, e mais adequada para a estação que se aproxima.

Tarte de limão5.1
Aproveitei as receitas de outras tartes que já vos partilhei para fazer a base, por isso, esta não será uma novidade nesta receita. O recheio, por sua vez, é uma deliciosa combinação de sabores doce e amargo, de aromas frescos do limão, e com uma boa consistência devido à utilização do amido de milho e leite de coco.

Tarte de limão6.2
Não resisti em juntar amêndoas e coco laminados, para um toque crocante, mas são opcionais. Para os leitores mais audazes na cozinha vegetariana, sugiro que experimentem também finalizar a tarte com um merengue de aquafaba, para um resultado final com um aspeto para lá de fantástico, e capaz de surpreender os mais sépticos da culinária vegetariana. Ou, se gostam da ideia de uma sobremesa mais fresca, porque não, acompanhar a tarte de uma bola de gelado de baunilha e umas folhas de menta?
As sugestões de apresentação desta receita podem ser várias, mas prometo que a base da tarte e o recheio simples são, por si só, deliciosos.

Tarte de limão9
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