Hambúrgueres de feijão preto com chutney de manga

As três semanas que mais temia este ano já estão quase a acabar felizmente, e os exames até têm revelado bons resultados. Afinal, uma agenda, muita organização e reflexão das minhas prioridades são elementos chave para separar o meu hobbie, dos estudos, e ainda assim, conseguir ter sucesso em ambos.

A gestão do tempo é o mais importante quando nos vemos perante, hum, 4 exames em 6 dias. E a gestão de tempo implica mudar alguns hábitos e enraizar outros. No meu caso, por exemplo, obrigou-me a ser criativa, e imaginar refeições rápidas, como hambúrgueres de feijão. Sempre prontos no congelador, seria só aquecê-los e juntar aos acompanhamentos que a minha mãe prepara (geralmente: sopa + arroz + vegetais salteados + hambúrguer de feijão). Assim, tenho a minha fonte proteica vegetal assegurada na refeição principal, e não preciso de perder muito tempo a pensar nas refeições principais, ou a cozinhar. Apesar de, às vezes, até saber bem pensar em mais alguma coisa senão tipos de glândulas localizadas no pâncreas, ou a quantidade de água em ml por kg de peso que um atleta precisa antes de um treino.

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Chutney de manga

Esta semana trago-vos um molho que fez furor cá em casa, o chutney de manga. Inicialmente causou bastante dúvida, receitas com nomes estrangeiros são sempre de desconfiar aqui em casa. Mas expliquei que o chutney tem a sua origem na cozinha do Sul da Ásia, e consiste numa mistura de especiarias, vegetais, e/ou fruta. Podendo ter variedades infinitas de combinações, desde o comum de coentros, ao de coco, cebola ou tomate. E que a palavra “chutney”, na Índia, refere-se às preparações de molhos frescos ou em pickle, frequentemente adoçados.

As palavras “Índia” e “molho” convenceram o meu pai, que até foi provar o que estava na panela e cheirava tão bem. Afinal era um molho agridoce, picante e com um sabor intenso a manga.

chutney de manga
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Tarteletes de chocolate com cerejas

Tarteletes de chocolate com cerejasA receita desta semana são umas tartes em miniatura, de crosta crocante, e com um recheio aveludado de chocolate. Decoradas com uma das minhas frutas preferidas da estação, as cerejas, fazem uma sobremesa bem pecaminosa, mas ideal para degustar com uma boa companhia.

Cerejas. De valor calórico reduzido (cerca de 60 kcal por 100g), as cerejas somam ainda a riqueza em vitamina A, e em compostos fenólicos e flavonóides, substâncias que têm sido estudadas pelos benefícios para a saúde que o seu potencial antioxidante pode fornecer. Desde o potencial anti-envelhecimento comprovado, também estão associados a um efeito protector de danos no ADN que poderá actuar de forma preventiva para alguns tipos de cancro, sendo que as suas propriedades anti-inflamatórias são igualmente úteis ao nível da prevenção de doenças cardiovasculares. Investigações mais recentes mostram que estes compostos existentes nas cerejas poderão reduzir a produção de β-amilóide e, como tal, reduzir o risco de aparecimento de doença de Alzheimer. (1)

Curiosamente, as cerejas são dos poucos alimentos ricos em melatonina, uma hormona que é produzida no nosso organismo para a regulação do sono (a libertação no nosso organismo está associada à influência da luz solar). Podendo estar por essa razão a ingestão de cerejas associada a uma melhoria da qualidade do sono. (2)

Referências:
(1) Artigo do Público (life&style) desenvolvido pelo nutricionista Pedro Carvalho
(2) Eating Well

Cerejas / Tarteletes
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Estufado marroquino de grão-de-bico com legumes e damascos

estufado de grãoA receita que vos partilho esta semana é um estufado com inspiração proveniente do Norte de África, dos tradicionais estufados marroquinos.

Sendo Marrocos também próximo da zona mediterrânica, muitos ingredientes utilizados na sua gastronomia, são também comuns à nossa. As frutas e vegetais, azeite, e as frutas secas são alguns destes ingredientes, embora a utilização de tâmaras, damascos, ameixas secas seja diferente, e mais aplicada a pratos salgados. Ingredientes como o açafrão, hortelã, azeitonas da região, laranjas e limões, são provenientes deste país, e merecem um lugar de destaque na culinária local. As especiarias são utilizadas intensivamente na cozinha marroquina, e acredito que seja isso que a destaca. As especiarias mais utilizadas são a canela, cominhos, curcuma, gengibre, pimentas, sementes de anis e açafrão. As ervas aromáticas mais comuns incluem a hortelã e a salsa.

A minha versão de um estufado marroquino não fugiu aos sabores tradicionais, e teve uma forte influência desta receita, a sopa Harira,  da Joana, do blog Veggies on the Counter(que aconselho a experimentarem!). Juntei damascos secos que dão uma doçura inesperada ao prato, e aconselho também a adicionarem batata doce ou abóbora (assim que chegar a estação dela), ou outros vegetais que preferirem.

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Barritas de chocolate e amêndoa que não precisam de ir ao forno

barrasMais uma vez um snack bem guloso. Para contrastar com a granola, (as outras) barritas, manteigas (…) Ups, pronto, admito que se calhar sou um pouco gulosa… Mas para snacks, até conseguem ser saudáveis, se consumidos em moderação… A receita de hoje, não tem qualquer açúcar adicionado, porque contém os açúcares naturalmente presentes nas tâmaras (e acreditem que não precisa de mais), e tem ainda frutos gordos e aveia. A combinação de estes 3 ingredientes, deu umas barrinhas de aspecto duvidoso, mas de sabor surpreendentemente adocicado e saboroso, e uma textura cremosa, que quase se derrete na boca.

Como consumir estas barritas? Leve-as embrulhadas em papel vegetal na mala, e coma a meio da manhã ou da tarde, dão saciedade para a próxima refeição.

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