Hambúrgueres de beterraba

Beet burgers
De volta à rotina das aulas, tenho por hábito organizar um plano de refeições semanal para perder menos tempo a pensar no que vou cozinhar para mim, ou para comprar os ingredientes antecipadamente, para que não falte nada. É claro que há dias em que altero o esquema e faço uma receita qualquer que me surja de repente a caminho de casa no comboio, ou até mesmo quando tenho desejos de alguma “confort food”. Para além de planear, também recheio o congelador de hambúrgueres de lentilhas, grão, feijão, enfim, quanto a imaginação permitir, e algumas almôndegas. São de facto a minha salvação no tempo de aulas pois limito-me a descongelá-los e levar ao forno 15 minutos, e afinal, para fast food, até são incrivelmente saudáveis.
Beet burgers2
Nesta receita, para quem não é adepto do sabor “a terra” da beterraba sugiro que opte pelo tofu fumado que mascara completamente o sabor da beterraba, e, aliás, dá um sabor e texura que agradou os “carnívoros” aqui de casa. Para quem não usa tofu, pode mesmo não juntar este ingrediente e substituir por ¼ chávena de arroz (integral) cozido, para o hambúrguer ficar com uma textura coesa. Quanto ao feijão, se por acaso não tiverem à mão o feijão adzuki, podem muito bem substituir pelo feijão preto ou vermelho. O feijão preto acaba por dar outra personalidade ao hambúrguer, mas fica igualmente delicioso. O feijão adzuki que é mais discreto deixa sobressair o sabor adocicado da beterraba, e o amargo das nozes, assim como também combina em pleno com o pequeno travo a sementes de coentros.

Este hambúrguer de beterraba fica muito bem servido num pão rústico estaladiço, e abacate esmagado com pimenta preta, mas outros acompanhamentos também são bem vindos.

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Crepes integrais com pêssego e iogurte

Beach
Nestas últimas semanas ausentei-me um bocadinho do blogue para aproveitar o que restava das minhas férias de estudante, e fui conhecer um pouco da costa mediterrânica ocidental. Entre La Valletta, tão repleta de história, praias que pareciam pequenos pedaços do paraíso na Sicília, e o belíssimo e natural norte de Itália, trouxe comigo algumas influências da gastronomia mediterrânea, essencialmente italiana, que provavelmente vou partilhar convosco futuramente. Para já, continuo os próximos artigos com algumas ideias já planeadas, como estes crepes.
Peach yogurt crepes
Já há algum tempo que tinha prometido a mim mesma partilhar-vos uma receita de crepes. Decidi partilhar-vos a minha receita mais simples, com farinha de trigo integral, mas esta receita também funciona muito bem com farinha de espelta. Em breve vou também começar a experimentar com farinha de trigo-sarraceno para uma versão sem glúten, após alguns pedidos de receitas sem esta proteína.
Quanto a esta receita, aviso que a massa deste crepe tende a ser ligeiramente mais densa do que a dos crepes tradicionais, porque a farinha de trigo integral conserva algum do farelo e gérmen, deixando a massa dos crepes mais “pesada”. Por esta mesma razão, é mais difícil espalhar a massa, e por isso os crepes também tendem a ser ligeiramente menos finos. Acho que é uma questão facilmente ultrapassável, mas se preferirem podem substituir metade do volume de farinha integral por farinha branca para melhores resultados.
Peach yogurt crepes
Como também já estamos quase a chegar ao final do verão, decidi que seria a minha última receita com o meu fruto preferido, o pêssego. Mas se já estiverem a faltar por vossa casa, parece-me (segunda a minha última visita à quinta), que estão para vir umas maçãs bem suculentas em breve que também merecem algum protagonismo.
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Guest post com: Veggies on the counter

Esta semana decidi dar-vos a conhecer através de guest post a blogger Joana Mendes, do Veggies on the counter. Fico muito contente por ter a oportunidade de vos partilhar uma receita de um dos meus blogs preferidos de cozinha vegan, que curiosamente é escrito por uma portuguesa na língua estrangeira. Admiro muito as suas receitas, não só por se focar em ingredientes vegetais e as considerar bem ponderadas a nível nutricional, mas pela execução e imaginação nas diferentes combinações de texturas e sabores. E admiro, claro, as suas fotografias, em que consegue captar sempre a comida com a maior simplicidade, mas ao mesmo tempo ter fotografias tão ricas com o que verdadeiramente importa, a receita e todos os seus componentes.
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Numa viagem recente a Lisboa experimentei, pela primeira vez, uma sandes de vegetais assados. Consistia, basicamente, numa baguete integral recheada com uma quantidade generosa de pimento vermelho, tomate e beringela assados, bem temperados com orégãos e azeite. Gostei imenso da ideia e apontei-a no caderninho que tenho reservado para as listas de compras e ideias/rascunhos de receitas para o blog e, assim que cheguei ao Porto, fiz a minha própria versão. Optei por grelhar os legumes em vez de os assar e barrei o pão com um pesto muito simples, inventado à última da hora, sob o pretexto de ir bem com os vegetais e complexificar o sabor da sandes.

A quantidade de pesto que a receita dá foi, no meu caso, superior àquela que precisei para as sandes. Usei-o depois para temperar uma salada de grão e espinafres e uma outra de “esparguete” de courgette crua – em ambos os casos, revelou-se uma excelente adição.
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O meu sag aloo

Sag aloo
Durante este verão, que infelizmente parece que está a chegar ao fim, prometi a mim mesma experimentar uma receita diferente de um livro de culinária todas as semanas. Ao que parece, eu adoro ter livros de culinária, mas na maioria das vezes, experimento algumas receitas imediatamente, desfolho-os para tirar outras ideias de receitas e fotografias, mas acabo por não lhes dar o seu devido uso, o de aprender com todas as suas receitas. Achei que provavelmente não custaria nada mudar e programar semanalmente novas receitas, e assim foi.

Esta foi uma das receitas que experimentei do livro “Poupe com Jamie” que me ofereceram recentemente. Apesar de não ser vegetariano, vou tirando algumas ideias do capítulo dos vegetais, mas quem o usa mais é a minha mãe, que felizmente tem investido (após muita insistência da minha parte) numa culinária mais saudável para a família.

Depois de ter experimentado a receita, acabei por fazer algumas adaptações, e incorporei leguminosas e mudei o procedimento. Ao adicionar o grão acredito que o prato fica um bocadinho mais completo, apesar de fugir ao tradicional. Mas a meu ver o grão-de-bico é uma excelente adição a pratos de sabores fortes como o caril. Quanto aos ingredientes, se repararem na receita, é necessária pasta de caril, que, honestamente, se não tiverem por casa, acho que também resulta bem apenas com o caril em pó adicionado numa colher de chá generosa.
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Mousse de chocolate, vegan

chocolate mousse
Uma das memórias que trago das sobremesas de verão são camadas de bolacha, mousse de chocolate e pudim flan numa terrina. Fizeram as delícias de uma miúda gulosa durante anos, e, com a ajuda dos instantâneos, salvaram a minha mãe em muitos jantares de família. Na altura agradecia é claro. Que miúda não gostava de uma boa sobremesa doce e com chocolate?
Depois de me ter tornado vegetariana, a minha mãe desafiou-me a fazer uma mousse de chocolate “à minha moda”, ou seja, sem ovos ou leite, mas que fosse igualmente deliciosa. Após algumas tentativas, cheguei a esta receita. Não recria com exactidão uma verdadeira mousse, leve e areada, esta é um bocadinho mais densa, mas garanto-vos que o sabor delicioso a chocolate está lá. A camada de bolacha da fotografia é uma tradição de família. Durante anos fui a pequena “ajudante da chef” encarregue de raspar as bolachas “Maria”. Desta vez, o irmão mais novo assumiu o lugar, e com as suas mãos gordinhas desfez, sem jeito, as bolachas de manteiga de amêndoa para a mousse. A tradição foi reinventada, e agora sobremesas mais leves fazem parte dos almoços de Domingo.
chocolate mousse
Nesta receita, aconselho utilizarem o tofu sedoso, ou silken em inglês. É mais cremoso, e fica delicioso em sobremesas. Podem encontra-lo nas lojas de produtos orientais, ou, se forem a lojas de produtos naturais, como por exemplo a Celeiro, procurem o tofu da marca Clearspring que é bastante semelhante. Também pode ser utilizado o tofu firme, que se encontra actualmente na maioria dos supermercados, mas a sobremesa fica com um sabor ligeiramente diferente, e com uma textura menos cremosa.
Se procuram uma mousse de chocolate vegan sem tofu, aconselho-vos a visitar estas duas receitas deliciosas: as “Tarteletes de mousse de chocolate e abacate” da Joana do Le Passe Vite, e a “Mousse de chocolate e laranja” da Patrícia do Not Guilty Pleasure. Nestas receitas, ambas utilizam abacate para obter uma mousse com uma textura cremosa!
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