Tartes com sabor a verão

peaches
Suponho que alguns leitores não estejam muito satisfeitos com uma receita de sobremesa, e esperavam algo leve para esta altura, mas para mim o verão é a altura perfeita para fazer sobremesas, porque posso fazer tartes e bolos decorados com as minhas frutas preferidas, e fazer os gelados mais coloridos e de sabor mais fresco. Por falar em frutas preferidas, o pêssego é uma delas, o que faz com que ver pêssegos prontos a ser colhidos nos quintais da família seja uma verdadeira alegria , como aconteceu este mês. E é uma alegria ainda maior receber tantos pêssegos quanto um estômago consegue aguentar em poucas semanas, mas por isso, também se inventam receitas com eles, como esta.
coconut whipped cream tart2
Quanto à receita, é uma sobremesa fresca, e fica muito bem acompanhada das frutas desta estação como pêssegos e morangos, no recheio de creme de coco. Nas fotografias mais abaixo poderão ver a receita feita de duas formas, em tarte, decorada com pêssegos cortados em fatias, e em tarteletes, decoradas também com morangos laminados e inteiros. Pessoalmente gosto mais de servir em tarteletes esta receita, porque acho que a massa, que não tem muita gordura, resulta melhor. Ainda assim, podem experimentar fazer a tarte, e servir com pêssegos doces (preferencialmente um bocadinho durinhos mas maduros) cortados em fatias finas, e facilmente criar uma decoração diferente. Outras frutas também serão bem-vindas, e por isso fico à espera das vossas sugestões.
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Salada de verão com beringela, tomate, cevada e grão crocante

O verão tem os melhores ingredientes para fazer saladas. Ainda não percebi o sentido de fazer saladas só de alface e tomate todos os dias e durante todo o ano quando temos tantos vegetais fantásticos nesta altura, como beringela, courgette, ervilhas tortas, feijão-verde, pepino e pimentão-doce, e ainda aqueles que persistem o ano todo como a cenoura e a beterraba. E melhor ainda, podemos juntar proteínas vegetais como grão, cereais curiosos como a cevada e fazer uma refeição saciante com tão pouco.

Roasted chickpea salada with eggplant and tomatoes 2

A ideia do grão-de-bico assado já foi utilizada no blog no ano passado, nesta receita com batata-doce assada. Na altura estava um pouco receosa ao partilhar convosco esta ideia, apesar de adorar o sabor e a textura desta forma peculiar de cozinhar o grão. Felizmente teve mais adesão do que alguma vez imaginei, e alguns leitores inclusive partilharam comigo fotografias da receita. Agora, alguns meses mais tarde, adaptei a ideia da salada aos ingredientes da estação, e volto a mostrar-vos o quão espetacular fica este grão numa salada. Se quiserem saltar este passo e fazer a salada com grão-de-bico apenas cozido também é possível, mas de certeza que não terá tanto sabor. E cuidado com a pimenta cayenne, para aqueles mais sensíveis aos sabores picantes. Também é possível fazer a salada com arroz (de preferência com um que seja mais soltinho como o vaporizado), se não encontrarem cevada.

E vocês? Quem já experimentou fazer este grão-de-bico assado e crocante?

Roasted chickpea salada with eggplant and tomatoes
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Trigo-sarraceno ao pequeno-almoço

Raw buckwheat porridge
Esta semana decidi partilhar convosco mais uma forma de incluir trigo-sarraceno ao pequeno-almoço. Já vos tinha apresentado este pseudo-grão neste artigo com uma granola saudável, e voltei a mencioná-lo noutro pequeno-almoço, cozido juntamente com outros cereais. Desta vez apresento-o sem ser cozinhado, num creme (quase na forma de batido), servido com algumas frutas desta estação.

Quanto a esta receita, é bastante variável, e podem escolher as frutas com o qual vão servir este creme. Também é possível substituir a bebida vegetal por sumo de laranja, para obter um sabor mais fresco, ou até mesmo água. Mas apesar de todas as possíveis variáveis, esta é a minha receita base, que vos partilho para darem o vosso toque pessoal. As últimas fotografias correspondem à minha forma preferida de fazer esta receita, que é juntar 2 chávenas de morangos e mirtilos, e servir com lascas de coco e um fio de xarope de arroz.

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Falafels com molho picante de tomate

Lentil falafels with tomato hot sauce | Compassionate Cuisine
No que toca a fast-food étnica, este é o meu petisco preferido! Bolinhas de grão bem temperadas com um molho de tahini no pão pita quentinho e uns vegetais… Hummm, podia comer isto todos os dias. E por essa razão, esta é a segunda receita de falafels que publico no blog.
Relembro que os tradicionais Falafels são bolinhas de grão-de-bico fritas servidas no Médio Oriente como um snack, com pão pita, vegetais, molhos picantes ou molho de tahini. Desta vez escolhi alterar a receita original, e utilizei lentilhas vermelhas, com temperos semelhantes, mas desta vez sem o molho de tahini, e acompanhei com um molho picante de tomate, que me pareceu ficar melhor com o sabor das lentilhas.

Um pequeno reparo quanto à execução dos falafels. Noto que algumas pessoas têm alguma dificuldade a fazer esta receita, porque esta massa apesar de ser coesa é um bocado húmida. É suposto ser húmida porque os falafels depois de fritos (ou assados neste caso), vão ganhar uma crosta crocante por fora, mas são suaves por dentro. Por experiência própria, verifiquei que utilizar grão-de-bico ou lentilhas cozidos nesta receita também resulta bem, mas os falafels acabam por ficar menos coesos e menos húmidos no interior, e assemelham-se a hambúrgueres de leguminosas. Por isso se decidirem utilizar as lentilhas ou grão demolhados e a massa parecer muito húmida podem juntar um bocadinho de farinha, mas é suposto a massa ter essa textura, para obterem um melhor falafel.
Lentil falafels with tomato hot sauce | Compassionate CuisineLentil falafels with tomato hot sauce | Compassionate Cuisine

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Um convite à conversa, com tapas

vegan tapas
Uma das memórias que conservo de quando era miúda, é a de adorar aquelas festas de domingo à tarde com a família, em que havia um pouco de tudo à mesa. Sentava-me à beira dos adultos e petiscava tudo o que podia, ou pedia à minha mãe para me servir. Eram sempre pratos sem nexo, com elementos que sozinhos eram saborosos, mas no geral não fazia qualquer sentido aquela combinação no prato de plástico, com bolachas e rissóis e folhados, broa e queijo.
Recentemente, experimentei fazer tapenade, uma pasta de azeitona, que apesar de já ter provado várias vezes, nunca tinha surgido a oportunidade de fazer. Nesse mesmo dia a minha mãe também fez umas saladas simples, e havia queijo de caju no frigorífico. Juntei todos esses pratos na mesa, e servi com broa. Não estava propriamente na altura de almoçarmos. Na verdade, o almoço ainda estava a ser feito, mas adorei ver a minha família a parar por momentos para petiscar azeitonas com queijo de caju, broa com tapenade, e salada de grão. Por momentos senti reviver um pouco aquela união que a comida pode trazer, que por vezes carece de preconceito, e onde apenas o sabor e a simplicidade importam, ao lado de uma boa companhia.
tapanade + cashew cheeseEstas são algumas das entradas mais simples que gosto de fazer: tapenade (pasta de azeitona) com queijo de caju e um bom pão, pimentos assados em azeite, vinagre e ervas aromáticas, amêndoas picantes, grão-de-bico com cebola e salsa, bem Português, a transbordar de azeite.
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