Mini “cheesecakes” veganos de Physalis / Mini Physalis “cheesecakes”

Hoje apresento-vos a receita de mini “cheesecakes” de Physalis, que curiosamente são veganos porque não utilizo queijo mas sim caju, (talvez neste caso o nome correto fosse “cashewcakes”? :p), também utilizo apenas ingredientes naturais e como não são cozinhados esta receita é também crudívora. Para além dos benefícios já esperados por consumir alimentos crus, eu adoro fazer estas experiências de sobremesas crudívoras no Verão porque são frescas, muito simples e porque não requerem tempos de cozedura nem muita atenção, e acabam por ficar sempre bem.

Geralmente os cheesecakes são feitos em formas de fundo removível, mas como eu não tenho nenhuma pensei em colocá-los em formas de queques, e assim surgiu esta ideia de fazer “cheesecakes” individuais. Quanto à ideia de utilizar Physalis (fisális), aproveitei este fruto porque felizmente tenho uma arvorezinha destas bagas douradas em casa, mas atualmente não é muito difícil encontrá-las em feiras e nos supermercados. Se não tiverem acesso a estas bagas, utilizem outros frutos como morangos, framboesas, mirtilos, pêssegos (só para citar alguns dos meus preferidos) e outros frutos da época.

Mini “cheesecakes” veganos de Physalis

Base
2 chávenas de amêndoas (também misturei nozes e avelãs, podem utilizar os vossos frutos secos preferidos)
½ chávena de tâmaras (se estiverem muito secas demolhe-as durante 1 ou 2 horas)
¼ colher de chá de sal marinho
Recheio
1 ½ chávenas de cajus, demolhados durante a noite (mínimo: 4h)
1/3 chávena de óleo de coco não refinado, derretido
¼ chávena (4 colheres de sopa) de xarope de agave ou mel
¼ chávena de água
Sumo de metade de um limão
½ chávena de Physalis (ou outros frutos da estação ou se não quiserem utilizar frutas, adicionem mais sumo de limão)

Junte num processador de alimentos as amêndoas, as tâmaras (demolhadas ou não) e o sal marinho e triture até a massa ficar bem moída. Deve testar a massa para verificar a consistência, isto é, pegue num pouco de massa com a mão e pressione com o dedo indicador e o polegar, se a massa se mantiver unida está pronta, se não, deve juntar mais tâmaras para ligar melhor a massa. Divida a mistura um 10 formas para queques (são cerca de 3 a 4 colheres de sopa por forma) e esmague a massa de cada uma das formas, de forma a que cubra o fundo e as paredes, tal como na fotografia. Caso não tenham formas para queques, utilizem uma forma de fundo removível de aproximadamente 20cm, mas recomendo que façam metade da receita da base.
Misture no processador de alimentos, todos os ingredientes da receita do recheio. Triture, vá provando e ajuste a quantidade de adoçante e limão a gosto. O recheio deve ficar suave e homogéneo.
Distribua o recheio nas formas até as preencher, e passe uma espátula para alisar a superfície dos mini “cheesecakes”. Coloque as formas no congelador até solidificar, cerca de 1h.
Retire do congelador, e passe uma faca à volta da forma, os “cheesecakes” devem sair facilmente, deixe à temperatura ambiente mais 5 a 10 minutos e sirva acompanhado de frutas frescas da época.

English version

Today I present the recipe for mini Physalis  ”cheesecakes”, that curiously are vegan because they are made of cashews  instead of cheese, (perhaps in this case the correct name should be “cashewcake“? :p),  and it’s raw and I love making raw desserts in the summer because they are fresh and very simple to make.

Usually cheesecakes are made in spring-form pans, but since I don’t have one, I had the idea of making individual “cheesecakes” in muffin pans. As for the idea of ​​using Physalis, I chose this fruit because fortunately I have a little tree of these golden berries at home, but currently it’s not very difficult to find them in local markets. If you do not have access to these berries, use other fruits such as strawberries, raspberries, blueberries, peaches (just to name a few of my favorite fruits) or choose other fruits in season.

Mini vegan Physalis “cheesecakes”

Crust
2 cups almonds (I also used some walnuts and hazelnuts, but you can use your favorite nuts)
½ cup of dates (if your dates are too dry soak them for 1 or 2 hours)
¼ teaspoon of sea salt
Filling
1 ½ cups cashews, soaked overnight (minimum 4 hours)
1/3 cup unrefined coconut oil, melted
¼ cup (4 tablespoons) agave nectar or honey
¼ cup water
Juice of half a lemon
½ cup of Physalis fruits (or other fruits in season or if you don’t want to use fruit, add more lemon juice)

Place the almonds, dates and sea salt in a food processor and blend until the dough is well grounded. To test the crust, press a bit of dough between your fingers, if the dough remains together it’s ok, if it doesn’t, add more one or two dates to the food processor and blend with the dough. Divide the mixture in 10 muffin pans (about 3-4 tablespoons of dough per pan) and press the dough with your fingers, covering the entire muffin pan. If you do not have muffin pans, use a regular 8 inch spring form, but you should make only half of the crust recipe.
Mix in the food processor all the ingredients of the filling. Grind, taste and adjust the amount of sweetener and lemon to taste.
Fill each crust and smooth with a spatula the surface of the mini “cheesecakes.” Place the muffin pans in the freezer until set, about 1 hour.
Remove them from the freezer and run a knife around each pan, your “cheesecakes” should come out easily. Leave them at room temperature more 5-10 minutes and serve with fresh fruit.

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Pão caseiro de farinha de trigo integral / Homemade wholewheat bread

Recentemente comecei a fazer o meu próprio pão em casa, ainda não sou experiente no ramo da padaria, mas acho que o pão fica suficientemente bom para evitar os pães comerciais. O problema dos pães comerciais? Considero-os demasiado processados, pois a maioria dos que dizem ser integrais não o são e apenas tem uma pequena percentagem de cereais inteiros, ou têm uma lista interminável de aditivos alimentares como conservantes, emulsionantes, monoglicerídeos e diglicerídeos, lecitinas, entre outros. A receita que vos apresento hoje é de um pão 100% trigo integral, levemente ajustado deste blog.

Se já estão habituados a trabalhar com farinhas integrais sabem que a estrutura final deste pão não vai ser exatamente igual à dos pães brancos, este pão vai ser um pouco mais denso. Isto acontece porque a farinha de trigo integral tem menos glúten, que consequentemente vai deixar a massa menos elástica, fazendo com que o pão cresça menos e fique mais denso. Para resolver este problema, e se quiser manter o pão 100% integral, uma boa ideia é adicionar um pouco de glúten. Sinceramente, eu não adiciono, não me importo se o pão estiver menos fofo, porque esta receita faz um pão bastante saboroso. Outra forma de tornar o pão menos denso é adicionar farinha normal, se optar por este método comece com uma proporção de 50-50 para cada farinha, e vá testando até descobrir qual a proporção que mais lhe agrada. Também é muito importante amassar bem a massa, mas não demais (porque se não o glúten fica muito “tenso” e menos elástico), deixar levedar o tempo suficiente (num local não muito frio, para a levedura atuar), por isso é importante seguir bem a receita. Tenho verificado que fazer pão também depende da nossa experiência e paciência, pois sempre que faço o pão fica mais alto, menos denso e mais saboroso, por isso se a primeira vez não correr bem, não é um motivo para desistirem. Brevemente vou testar com farinhas diferentes, prometo partilhar os resultados!

Pão de trigo integral

1 ¼ chávenas de água morna (não pode estar muito quente, porque se estiver vai matar a levedura)
2 colheres de azeite
¼ chávena de mel ou melaço, açúcar puro de cana (amarelo)…
3 ¼ chávenas de farinha de trigo integral
3-4 colheres de sopa de sementes (como sésamo, girassol, papoila…)
1 colher de sopa de glúten de trigo (opcional)
1 ½ colheres de chá de sal marinho
1 ½ colheres de chá de fermento de padeiro

Numa taça ou bacia grande, misture a farinha, sementes, glúten, sal e fermento. Numa outra taça, misture o óleo, a água e adoçante, e adicione esta mistura líquida, à farinha, deitando um pouco a pouco e mexendo sempre até formar uma bola homogénea com a massa.
Transfira a massa para uma superfície enfarinhada e amasse-a, adicionando mais farinha sempre que necessário. Deve amassar cerca de 10 minutos. Para verificar que a massa ficou bem amassada, espete um dedo na superfície da massa e retire, se o buraco da perfuração fechar, a massa já está pronta a levedar, se o buraco se mantiver, amasse mais um pouco. (Para aqueles que nunca amassaram pão, recomendo que vejam este vídeo.)

Depois de a massa ter sido amassada, coloque-a numa tigela untada, cubra com um pano e deixe crescer até dobrar de volume, cerca de 1 a 1 hora e meia.
Depois da massa ter crescido, coloque-a de novo na superfície enfarinhada e sove-a. Neste procedimento, a massa vai diminuir de tamanho porque vai perder o ar acumulado. Por isso molde-a de forma a que ela caiba numa forma (untada) de 11 por 18cm (aproximadamente), e deixe a massa crescer de novo, mais 1 a 1 hora e meia.

Antes de ir ao forno, pode decorar o pão com mais sementes, mas para isso espalhe um pouco de azeite antes de as adicionar. Leve a massa ao forno, a uma temperatura de 190ºC, e deixe cozer durante cerca de 30 a 35 minutos. Retire o pão do forno, remova-o da forma e deixe arrefecer.

English version

Recently I started making my own bread at home, I’m still quite inexperienced in bread baking, but I think the bread doesn’t turn out that bad, good enough for me to not buy commercial breads. The problem with commercial breads? I consider them too processed, have a small percentage of whole grains, and most of the times they have a long list of additives such as preservatives, emulsifiers, monoglycerides and diglycerides, lecithin, among others. The recipe I am presenting today is a 100% whole wheat bread, slightly changed from this one.

If you are used to bake with whole wheat flour you will know that the bread will be more dense than the usual white bread. This is because white flour has more gluten than whole wheat flour, which will make less elastic dough, and consequently the bread will grow less. To solve this problem, keeping the recipe 100% whole wheat, maybe it’s a good idea to add a bit of gluten flour. (I didn’t add it, because this recipe makes a very tasty bread, and I don’t mind if it’s a little bit dense).

Whole wheat bread

1 ¼ cups warm water (not too hot, or you will kill the yeast)
2 tablespoons olive oil
¼ cup of honey, molasses, pure sugar cane …
3 ¼ cups whole wheat flour
3-4 tablespoons of seeds (sesame, sunflower, poppy …)
1 tablespoon of wheat gluten (optional)
1 ½ teaspoons sea salt
1 ½ teaspoons instant yeast

In a large bowl, combine flour, seeds, gluten, salt and yeast. In another bowl, mix oil, water and sweetener, and add gradually this liquid mixture to the flour mixture, stirring frequently until you have homogeneous dough that holds together.
Transfer the dough into a floured surface and knead it about 10 minutes, adding more flour whenever necessary. To see if the dough is well knead, give the dough ball a firm poke with your finger. If the indentation fills back quickly, you’re good to go. If it stays looking like a deep dimple, continue kneading.
Place the dough in a greased bowl, cover, and let rise until doubled in volume, about 1 to 1 ½ hours.
After the bread dough has grown, put it back on a floured surface and punch it. In this procedure, the mass will decrease in size because it will lose the accumulated air. Mold so that it fits in a 9 by 5 inch form (greased), and leave the dough to rise again, more 1-1 ½ hours.
Before baking, you can decorate the bread with more seeds, but spread a little bit of olive oil on the surface of the dough before adding them. Take the dough in the oven at a temperature of 190ºC (375ºF), and bake for about 30-35 minutes. Remove the bread from the oven, remove it from the pan and let cool.

Paté de sementes com sabores mediterrânicos / Seed pâté with mediterranean flavors

Especialmente no Verão, adoro comer sandes ao almoço com uma salada, acho que é uma refeição prática, conveniente para os que têm uma vida mais ocupada. Por isso, hoje vou sugerir um paté de sementes, porque é muito fácil de se fazer e também porque depois de feito está lá no frigorífico à nossa espera, pronto a enriquecer as nossas sandes. :p

Por falar nisso, já utilizei diversas vezes sementes nas receitas deste blog, o que é normal porque consumo-as frequentemente, mas nunca expliquei a sua importância, por isso hoje vou falar um pouco das sementes de abóbora.

As sementes de abóbora são as pevides presentes no interior das abóboras que geralmente deitamos fora quando abrimos este vegetal. Se retiramos a pele às pevides e se as secarmos, vamos obter sementes perfeitamente comestíveis. Mas porquê consumi-las? Os números falam por si. ¼ de uma chávena (32g) destas sementes contém cerca de 180 calorias, 10g de proteína, 15g de gordura, 16% da dose diária recomendada (DDR) de Ferro, 17% DDR de Zinco, 40% DDR de Fósforo, 50% DDR de Magnésio e 75% DDR de Manganês. É um bom alimento, mas também muitas outras sementes o são, e cada uma tem um perfil nutricional único, por isso também é importante variar.

Voltando às sementes de abóbora, estas tem um poder anti-inflamatório no nosso organismo pois são especialmente ricas em fitoesteróis, (“espera, já ouvi falar disto na televisão”, alguns de vocês estão a pensar), sim, aquelas coisas milagrosas das margarinas que nos limpam os vasos sanguíneos do terrível colesterol aparentemente também existem noutros alimentos! O que acontece na verdade é que as margarinas são enriquecidas com fitoesteróis retirados da soja e do milho. Hum, não será melhor, por isso, consumirmos alimentos provenientes da Mãe Natureza como nozes e sementes que naturalmente contém estes compostos, em vez de comprar estas margarinas feitas de óleos refinados? Sem dúvida. Os fitoesteróis são compostos químicos com uma estrutura muito parecida à do colesterol, que, quando presentes no nosso organismo permitem a diminuição dos níveis de colesterol mau, isto porque os fitoesteróis ocupam o lugar que o colesterol ocuparia para ser absorvido do intestino delgado para a corrente sanguínea.

E já que estamos numa de prevenção de doenças coronárias, não sei se já deram uma olhadela na receita mas tem alguns ingredientes tipicamente Mediterrânicos, como o azeite, as azeitonas, o alho e o alecrim.

Paté de sementes com sabores mediterrânicos

½ chávena de sementes de abóbora
½ chávena de sementes de cânhamo (se não tiverem utilizem de girassol ou novamente de abóbora)
½ chávena de azeitonas verdes
1 dente de alho
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de água
Sumo de limão, alecrim, pimenta e sal a gosto

Demolhe as sementes de abóbora durante 8h, ou toste-as numa sertã durante alguns minutos juntamente com o alecrim, até ficarem douradas e crocantes, ou melhor ainda, no forno a 75ºC durante 15 a 20 minutos para não perderem as gordurinhas boas. Junte as sementes num processador de alimentos juntamente com as sementes de cânhamo (não precisam de ser demolhadas ou tostadas pois são as únicas sementes que não contém fitatos). Triture até formar uma pasta e adicione os restantes ingredientes. Os últimos 4 são a gosto, mas só para terem uma ideia, eu adicionei sumo de limão de uma rodela grande (talvez metade de um limão pequeno), umas 4 folhinhas de alecrim fresco (o equivalente talvez a ¼ colher de chá de alecrim seco), ¼ colher de chá de pimenta branca e uma pitada de sal. Triture novamente, ajuste os temperos e está pronto. Barre numa fatia pão e sirva com uma saladinha ou faça uma sandes com pepino e tomate. Brevemente vou publicar a receita para o pão de forma.

English version

 I’m such a sandwich person, especially in the summer when the only things I feel like eating are fresh and no-labor-intensive recipes. So today I made a seed pâté with lovely Mediterranean flavors, such as olives, garlic, olive oil and rosemary. It’s really easy to make and it’s practical because you can save it in the fridge for up to 1 week, and your nutrition packed pâté will be there waiting to be spread in your lunch sandwiches, ready to enrich them.

 

Seed pâté with Mediterranean flavors

½ cup pumpkin seeds
½ cup hemp seeds (if you don’t have any, use sunflower or pumpkin seeds)
½ cup green olives
1 garlic clove
1 tablespoon olive oil
2 tablespoons water
Lemon juice, rosemary, pepper and salt to taste

Soak the pumpkin seeds for 8 hours or toast them in a skillet for a few minutes along with the rosemary, until the seeds are golden brown and crispy, or, if you want to toast them but you want to avoid losing the good fats, roast the seeds in the oven for 15 to 20 minutes (75°C). Place the seeds in a food processor along with hemp seeds (hemp seeds don’t need to be soaked). Blend and add the remaining ingredients. Adjust the seasoning to your taste. Spread this pâté on good quality bread and serve with a salad. (Soon I’ll publish the bread recipe)

Crisp de pêssegos para dois / Peach crisp for two

O crisp não é uma receita muito conhecida em Portugal, mas explicado de uma forma simples, consiste essencialmente numa sobremesa ou lanche que é feito com uma camada fruta fresca coberta com um topping crocante que pode levar frutos secos ou aveia, que de certa forma o torna semelhante a uma granola. Para não haver confusões, o crisp distingue-se do cobbler inglês porque este tem uma massa mais fofa, como uma tarte. O crisp de certa forma até é parecido com o crumble americano, mas este tem proporções diferentes de manteiga e farinha que torna a massa mais firme e geralmente não são usados frutos secos ou flocos na massa.

Sem dúvida que esta é agora uma das minhas sobremesas preferidas. Os pêssegos doces e suaves depois de irem ao forno com a massa crocante de aveia e ainda a delicada fragância deste crisp, que lembra a óleo de coco, canela e pêssego é simplesmente perfeito.

Só mais uma nota. Embora os pêssegos sejam de longe os meus frutos preferidos, (fico desejosa o ano todo para comer os pêssegos deliciosos da quinta da minha avó), este tipo de sobremesa também é muito bom com outro tipo de frutas como frutos silvestres, maçãs, peras(…) E até com combinações de frutas como pêssegos e amoras ou ameixas e morangos. É por isso uma excelente receita para utilizarem os vossos frutos preferidos e da estação. Fico à espera de ouvir que tipo de frutos utilizaram ou sugerem. ;)

Crisp de pêssegos para dois

2 pêssegos maduros
Canela e açúcar amarelo (ou demerara) a gosto (opcional)
Topping:
½ chávena de aveia em flocos (ou para uma versão mais crocante: ¼ chávena de flocos de aveia + ¼ chávena de nozes)
4 colheres de sopa (= ¼ chávena) de farinha de aveia (a farinha de aveia pode ser feita num processador de alimentos com a aveia em flocos, se não tiver um utilize outra farinha como de trigo, espelta, e até amêndoa moída para uma versão sem glúten)
2 colheres de sopa de mel (ou xarope de agave)
2 colheres de sopa de óleo de coco
¼ colher de chá de canela

Comece por cortar os pêssegos em quartos, tire a pele de cada fatia e divide-as em pelo menos outras 3 fatias. Coloque as fatias de pêssego em dois ramekins (de 11cm ou 4,3 polegadas), e adicione uma pitada de canela e açúcar amarelo. A adição do açúcar amarelo é opcional porque por um lado acho que os pêssegos libertam mais líquido e ficam mais macios se adicionarem, mas por outro acho que o crisp já é doce o suficiente, e passa bem sem mais açúcar, especialmente se os pêssegos forem maduros e naturalmente doces.

Para preparar o topping junte todos os ingredientes acima mencionados exceto o óleo de coco. Aqueça o óleo numa taça em banho-maria ou durante alguns segundos no micro-ondas e adicione à mistura. Não é necessário mexer muito esta massa, basta juntá-los e verificar que fica bem “colada”. Cubra as fatias de pêssego com este topping e leve ao forno durante cerca de 20 minutos a uma temperatura de 175ºC (350ºF).

Nota em relação ao material: Utilizei nesta receita dois ramekins pequenos, se não tiverem utilizem uma forma pequena de 10cm por 15 ou uma normal de 22 por 22cm (8 por 8 polegadas) mas neste caso façam o triplo da receita.

English version

No doubt that currently this is one of my favorite desserts. Those baked, sweet and soft peaches topped with crispy oat dough, along with the delicate fragrance of coconut oil and cinnamon is just perfect.

While the peaches are by far my favorite fruit, this type of dessert can also be made with other fruits such as berries, apples, pears (…) And even with combinations of fruits like peaches and blackberries or plums and strawberries. It’s such a great recipe to use your favorite and seasonal fruits. I am waiting to hear what kind of fruit you used or suggest. ;)

Peach crisp for two

2 ripe peaches
Cinnamon and raw sugar to taste (optional)
Topping:
½ cup of rolled oats (or for a crunchier version: ¼ cup of oat flakes + ¼ cup of walnuts)
4 tablespoons oat flour (grind your rolled oats in a food processor, or, if you don’t have one, use other types of flour such as whole wheat, spelt, or even almond for a gluten-free version)
2 tablespoons honey (or agave syrup)
2 tablespoons of coconut oil
¼ teaspoon of cinnamon

Start by cutting both peaches into quarters, remove the skin of each slice and divide it in at least three slices. Place the peach slices in two ramekins (11cm or 4.3 inches), and add a pinch of cinnamon and raw sugar. Raw sugar is optional because if you do add it the peaches will release more liquid and will be softer, but on the other hand, I think the crisp is already sweet enough, especially if the peaches you are using are ripe and naturally sweet.

To prepare the topping combine all the ingredients mentioned above except coconut oil. Heat this oil in a water bath or just for a few seconds in the microwave. Stir in the oil and mix until everything comes together in a dough-like texture. Cover the peach slices with the topping and bake for about 20 minutes at a temperature of 175°C (350°F).

Note about materials: In this recipe I used two ramekins, if you don’t have any, replace them with a small baking dish (10 x 15cm) or a regular dish 22x22cm (8 x 8 inches), but in this case you should double or triple this recipe.

Feijão verde com lentilhas Dupuy e molho de mostarda / Dupuy lentils with green beans

Enquanto estava a cozinhar este prato, estava a pensar em como ainda há bem pouco tempo era daquelas pessoas esquisitas com medo de experimentar ingredientes, molhos e tudo o que fosse diferente e pouco usual. A transição para a dieta que tenho atualmente mudou o meu paladar, e a minha forma de ver os alimentos. Esta receita faz-me lembrar toda a minha evolução, porque curiosamente ainda há alguns meses não podia ver mostarda à frente. Depois, comecei a arriscar em molhos diferentes, e hoje apresento-vos este prato.
O molho foi inspirado nesta receita da Sarah Britton, e o feijão verde no livro “Super Natural Cooking” de Heidi Swanson. Depois foi só juntar tudo e fazer um prato com lentilhas delicioso.

Feito com vagens do quintal

Feijão verde com lentilhas Dupuy e molho de mostarda
(para dois)

½ chávena de lentilhas Dupuy
Uma mão cheia de feijão verde
1 colher de sopa de azeite
Algumas nozes descascadas (talvez cerca de ¼ de uma chávena)

Molho de mostarda
2-3 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de mel (agave ou açúcar)
2 colheres de chá de mostarda Dijon
1 colher de chá de vinagre de Sidra (ou sumo de limão)
Sal a gosto e pimenta preta

Deixe as lentilhas de molho, no mínimo 7 horas. Lave as lentilhas e coloque-as numa panela pequena juntamente com bastante água. Coza as lentilhas durante cerca de 15 minutos, mas controle a consistência nos últimos minutos para não ficarem moles. Quando estiverem prontas escorra a água da cozedura.
Enquanto as lentilhas estão a cozer prepare o feijão verde. Corte as extremidades e depois em três ou quatro partes diagonalmente. Numa panela antiaderente espalhe a colher de sopa de azeite e uma colher de sopa de água, e adicione o feijão verde já preparado, e deixe cozer em lume alto (mexendo frequentemente) durante cerca de 4 ou 5 minutos. O feijão não deve cozer muito, ficando ligeiramente crocante.
Toste as nozes, já cortadas numa sertã durante alguns minutos. Também podiam ser tostadas no forno, que é melhor para frutos secos maiores, a uma temperatura de 175ºC até ficarem douradas, mas na sertã é mais rápido e mais económico para pequenas quantidades destes frutos.
À parte, prepare numa pequena taça molho de mostarda, juntando todos os ingredientes acima descritos e mexa muito bem até o molho ficar completamente homogéneo.
Numa travessa coloque as lentilhas já cozidas misturadas com o feijão verde e tempere com o molho de mostarda. Se necessário ajuste os temperos e adicione mais pimenta preta. Junte por fim as nozes e sirva.


English version

While I was cooking this dish, I was thinking about how not very long ago I was one of those people who just couldn’t taste anything different or unusual. During the transition to my current diet, I noticed that I had changed and opened my taste buds, and my behavior towards food and different ingredients was completely different. This recipe reminds me of all that progress, because curiously, some months ago I just couldn’t stand the taste of mustard.

The dressing in this recipe was inspired by Sarah Britton’s, Tarragon String Bean Salad, and the green beans were also inspired by a recipe in the book “Super Natural Cooking” by Heidi Swanson. Then it was just putting these ideas altogether and make a delicious dish with lentils, green beans and an amazing dressing.

Dupuy lentils with green beans
(Serves two)

½ cup of Dupuy lentils 
A handful of green beans
1 tablespoon olive oil
Some walnuts (about a quarter of a cup)

Mustard dressing
2-3 tablespoons olive oil
1 teaspoon of honey (agave or sugar)
1 tablespoon Dijon mustard
1 teaspoon apple cider vinegar (or lemon juice)
Salt and black pepper to taste

Soak the lentils for at least 7 hours. Rinse the lentils, place them in a small saucepan and cover with a 3-4 inches of water. Cook the lentils for 15 minutes, but check on them frequently to avoid overcooking.
While the lentils are cooking prepare the green beans. Cut the tops of each green bean and then cut them in three or four parts diagonally. In a nonstick pan heat one tablespoon of olive oil and one tablespoon of water, add the green beans  already prepared, and cook on high heat for 4 or 5 minutes, stirring frequently. The beans should be tender but still slightly crispy.
Toast the walnuts (already chopped) in a skillet for a few minutes. You could toast your nuts in the oven at a temperature of 175ºC (350ºF) until fragrant and toasty, I think it turns out best this way, but in this recipe I use a small amount of nuts and so I think it’s unnecessary to use the oven.
Prepare the dressing in a small bowl, by combining all the ingredients mentioned above.
Combine the cooked lentils, green beans and mustard dressing. If necessary, adjust the seasonings, adding more black pepper or salt. Add finally the toasted walnuts and serve.