Receitas

Salada mediterrânica de grão-de-bico com “feta” de tofu


Aproveitando alguns dos melhores ingredientes da estação que está agora a chegar ao fim, hoje partilho-vos uma salada de tomate, pepino e grão-de-bico, generosamente aromatizada com manjericão, e que incluí uma forma diferente de preparar tofu.
Nesta receita, o tofu é apenas marinado em azeite, ervas aromáticas secas, alho esmagado e pimenta preta em grão. Como beneficia do facto de se tratar de um alimento pré-preparado, após absorver o sabor da marinada durante algumas horas, pode ser adicionado a saladas, ou outros pratos.
A ideia de servir o tofu preparado desta forma surgiu depois de receber alguns pedidos de sugestões de marmitas vegetarianas que não necessitassem de ser aquecidas. E esta forma de preparação pode ser uma alternativa conveniente, apta a pratos frios, e que também favorece o tofu pela melhoria no sabor que é conseguida após algumas horas de marinada, que enriquece o seu sabor neutro. A textura firme do tofu e a sua aplicação numa salada fez-me lembrar o queijo feta, explicando o nome da receita, ainda que seja muito diferente em termos de complexidade de sabor e de textura…


Tal como referido anteriormente, o tofu depois de marinado pode ser adicionado a quaisquer saladas de verduras e legumes, com leguminosas ou cereais cozidos (aproveito para relembrar este guia para fazer saladas), mas deixo como exemplo esta salada muito, muito básica, de grão-de-bico, para se inspirarem. As porções desta salada possivelmente poderão não ser muito generosas para alguns. Nesse caso, podem juntar massa cozida (cotovelos, hélices ou macarronete, por exemplo) ou adaptar ao vosso gosto.


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Húmus de tremoço

O húmus é uma conhecida pasta originária do Médio Oriente elaborada a partir de grão-de-bico, tahini (pasta de sésamo), sumo de limão, azeite e alguns condimentos que podem incluir os cominhos. Nesta página, poderão encontrar uma receita do húmus clássico, embora os rácios dos ingredientes e o sabor, variem de região para região. Deixo-vos também para consultarem, caso tenham interesse, esta publicação do blogue Serious Eats onde poderão encontrar uma explicação detalhada de como fazer melhor húmus (na versão Israelita da receita). Algumas sugestões são mais percetíveis, como a remoção da pele ao grão-de-bico, mas a publicação também examina alguns detalhes curiosos como o efeito da adição de um ácido (neste caso o sumo de limão) na menor perceção do sabor “picante” do alho.

No meu ponto de vista, o húmus é uma preparação culinária excelente pela fácil e oportunista inclusão de leguminosas em refeições e snacks vegetarianos. A textura e o sabor das leguminosas deixam de ser razão para a evicção por parte de quem não gosta, porque o resultado, quando a pasta é elaborada com sucesso, é um creme suave onde o sabor pode ser moldado consoante a adição de especiarias ou ervas aromáticas.


Assim, gosto de aproveitar a base original da receita para fazer diferentes variações, experimentando com outros condimentos que não os originalmente utilizados no húmus clássico, e outras leguminosas que não o grão-de-bico. Às vezes também gosto de adicionar vegetais, que devem ser assados ou salteados para reduzir a quantidade de água dos mesmos e evitar que o húmus fique demasiado mole. E, dentro destes, sem dúvida a adição do pimento assado ao húmus é, de longe, a minha preferida. Juntei-lhe também os tremoços e a salsa, mais alimentos bem presentes na nossa gastronomia, e obti uma pasta de sabor balanceado pela sobreposição do sabor ligeiramente caramelizado do pimento assado e amargo do limão, ao salgado dos tremoços.
Por falar em tremoços, é a primeira vez que publico uma receita com este ingrediente no blogue e não poderia deixar passar a oportunidade de louvar a sua composição nutricional… Esta leguminosa destaca-se pelo seu baixo valor energético (119 kcal por 100 g de tremoço cozido), conteúdo em fibra e, ainda, pela quantidade de proteína (15,6 g por 100 g de tremoço cozido), ligeiramente superior ao das restantes leguminosas, com exceção do feijão de soja. É também uma fonte de ferro e zinco (1), e o único ponto negativo na sua composição é o conteúdo excessivo de sódio resultante da adição de sal durante o seu processamento.

Por fim, aproveitei um pouco do pimento assado e envolvi-o generosamente em salsa para guarnecer o húmus. Acompanhei a pasta de alguns elementos bem característicos desta estação (pepino e tomate), e outros acompanhamentos como pão rústico, amêndoas, e uma receita de feta (de tofu) que será publicada em breve.

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Mousse de manga


Esta semana partilho-vos uma receita cujo nome lembra naturalmente uma sobremesa notória pela leveza da sua textura mas onde a adição de manga, maracujá e hortelã eleva a frescura tornando-a mais convidativa para a época.


Esta receita parte de uma base que tenho vindo a desenvolver para fazer mousses de fruta, mas que mantenham as características desejáveis de uma mousse. Neste caso, o creme de coco batido confere a leveza à mousse e a cremosidade esperada quando derretida na boca, e a adição do agar-agar é essencial para manter a estrutura da sobremesa depois de envolvida e submetida ao frio.

No lugar do creme de coco, também poderiam utilizar natas vegetais para bater ou aquafaba. Já testei a receita exatamente nas mesmas proporções com aquafaba em vez do creme de coco (corresponde a 150 mL de água de grão-de-bico para obter aproximadamente 2 chávenas de aquafaba), e frutos vermelhos em vez de manga (os mesmos 200 g), com resultados muito satisfatórios em termos de leveza e manutenção da espuma. Mas, ainda assim, continuo a preferir a incorporação do creme de coco pela riqueza que confere à textura da mousse, inerentemente associada ao elevado teor em gordura e, claro, pela complementaridade dos sabores exóticos do coco, da manga e do maracujá.
Respeitando as proporções da receita, também poderão ser utilizadas outras frutas no lugar da manga, em igual quantidade.


Por último, uma nota em relação às fotografias. Quando fotografei a receita tive alguma urgência em concretizá-la rapidamente e acabei por comprar uma manga muito pouco madura o que condicionou a cor do creme de manga da receita, acabando por ficar mais pálida do que o esperado. Para esconder este facto, envolvi ligeiramente a calda de maracujá na mousse, tornando-a um bocadinho mais apelativa, mas podem esperar uma mousse com um pouco mais de cor quando colocarem a receita em prática em casa!

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