Aperitivos & snacks

Queques de grão-de-bico e vegetais


A sugestão que vos partilho esta semana são uns queques salgados feitos com farinha de grão-de-bico. Esta receita dá resposta a uma dúvida que persistia na receita das Quiches individuais de cebola caramelizada, onde o recheio da tarte foi conseguido triturando grão-de-bico demolhado. Este passo mais trabalhoso era uma alternativa à utilização da farinha de grão-de-bico, frequentemente indicada na elaboração deste género de receitas, mas que na altura tinha alguma dificuldade em encontrar. Alguns leitores da página ainda questionaram a quantidade de farinha a utilizar na massa, no lugar do grão-de-bico demolhado, mas admito que não consegui realmente experimentar essa opção na altura.

Assim, a massa desta receita surge como alternativa ao recheio da receita das quiches de cebola caramelizada, podendo ser utilizada ¼ da massa proposta em baixo para fazer as 4 “quiches” individuais.


Como apresentei a receita sem a crosta, até lhe atribuí outro nome, mas não esperem uma massa fofa como um queque, mas uma massa mais coesa e densa, que envolve bem os vegetais.
Para enriquecer a massa de grão-de-bico, deixo-vos 2 opções de recheio: um de abóbora, cogumelos, nozes e tomilho, com ingredientes desta estação e que deixa a massa com um sabor ligeiramente adocicado da abóbora; e, outra opção, de tomate e curgete, que permite obter uma massa mais húmida, e rica em sabor pela utilização das diferentes ervas aromáticas.


Neste género de aperitivos ou snacks salgados, práticos, relembro ainda uma variação que partilhei recentemente nas redes sociais, com ingredientes menos tradicionais, mas que alguns de vocês até possam gostar e achar mais prática relativamente à utilização da farinha de grão-de-bico.

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Húmus de tremoço

O húmus é uma conhecida pasta originária do Médio Oriente elaborada a partir de grão-de-bico, tahini (pasta de sésamo), sumo de limão, azeite e alguns condimentos que podem incluir os cominhos. Nesta página, poderão encontrar uma receita do húmus clássico, embora os rácios dos ingredientes e o sabor, variem de região para região. Deixo-vos também para consultarem, caso tenham interesse, esta publicação do blogue Serious Eats onde poderão encontrar uma explicação detalhada de como fazer melhor húmus (na versão Israelita da receita). Algumas sugestões são mais percetíveis, como a remoção da pele ao grão-de-bico, mas a publicação também examina alguns detalhes curiosos como o efeito da adição de um ácido (neste caso o sumo de limão) na menor perceção do sabor “picante” do alho.

No meu ponto de vista, o húmus é uma preparação culinária excelente pela fácil e oportunista inclusão de leguminosas em refeições e snacks vegetarianos. A textura e o sabor das leguminosas deixam de ser razão para a evicção por parte de quem não gosta, porque o resultado, quando a pasta é elaborada com sucesso, é um creme suave onde o sabor pode ser moldado consoante a adição de especiarias ou ervas aromáticas.


Assim, gosto de aproveitar a base original da receita para fazer diferentes variações, experimentando com outros condimentos que não os originalmente utilizados no húmus clássico, e outras leguminosas que não o grão-de-bico. Às vezes também gosto de adicionar vegetais, que devem ser assados ou salteados para reduzir a quantidade de água dos mesmos e evitar que o húmus fique demasiado mole. E, dentro destes, sem dúvida a adição do pimento assado ao húmus é, de longe, a minha preferida. Juntei-lhe também os tremoços e a salsa, mais alimentos bem presentes na nossa gastronomia, e obti uma pasta de sabor balanceado pela sobreposição do sabor ligeiramente caramelizado do pimento assado e amargo do limão, ao salgado dos tremoços.
Por falar em tremoços, é a primeira vez que publico uma receita com este ingrediente no blogue e não poderia deixar passar a oportunidade de louvar a sua composição nutricional… Esta leguminosa destaca-se pelo seu baixo valor energético (119 kcal por 100 g de tremoço cozido), conteúdo em fibra e, ainda, pela quantidade de proteína (15,6 g por 100 g de tremoço cozido), ligeiramente superior ao das restantes leguminosas, com exceção do feijão de soja. É também uma fonte de ferro e zinco (1), e o único ponto negativo na sua composição é o conteúdo excessivo de sódio resultante da adição de sal durante o seu processamento.

Por fim, aproveitei um pouco do pimento assado e envolvi-o generosamente em salsa para guarnecer o húmus. Acompanhei a pasta de alguns elementos bem característicos desta estação (pepino e tomate), e outros acompanhamentos como pão rústico, amêndoas, e uma receita de feta (de tofu) que será publicada em breve.

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Tarte de tomate-cereja e húmus


Gostava de vos ter trazido novidades mais cedo, mas as circunstâncias mudaram desde as últimas publicações, e admito que tive dificuldade em manter este hábito diário de organizar as ideias de receitas, colocá-las em prática e passá-las até vocês. Agradeço a quem teve a preocupação de enviar mensagens e e-mails neste período, e a quem ajudou a manter o blog ativo, através das visitas, partilhas, comentários e partilha dos resultados de receitas que foram colocando em prática.
Posto isto, achei que estava na altura de recomeçar a página, e dar-vos a novidade de que está prevista em outubro a publicação do livro de receitas que partiu deste projeto!


Agora, passando à descrição da receita. A receita partiu de uma ideia que ficou por concretizar durante o planeamento de um workshop. E ficou guardada até bem recentemente, quando o início da época do tomate pareceu justificar colocar, finalmente, a ideia em prática.

Não estimem a complexidade da receita pelo tamanho do procedimento. O único passo mais crítico é apenas o manuseamento da massa filo, para quem não está familiarizado com a sua utilização. Neste caso, poderá encontrar uma sugestão para manter a hidratação da massa no procedimento.
Utilizei apenas ½ pacote de uma embalagem de 120g de massa filo mas, para esta quantidade de recheio, poderiam ser utilizados 100 a 120g, para obter uma base mais consistente. Ainda sobre a massa filo, como depois de confecionada tende a ficar menos estaladiça com o passar do tempo, sugiro que a tarte seja imediatamente servida.

A pensar na massa filo crocante, o recheio tinha de ser cremoso e saboroso, e por isso utilizei o húmus de leve sabor a citrinos, coberto de tomates-cereja que rebentam na boca de sabor, e alguns pinhões tostados que também fornecem alguma textura à tarte, e conservam o sabor amargo característico dos frutos gordos. Os pinhões podem ser omitidos ou, substituídos por azeitonas cortadas ou frutos gordos do vosso gosto.


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