Aperitivos & snacks

Chamuças de tempeh

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Lembram-se da última receita que vos partilhei com tempeh? Já foi há quase um ano, mas entretanto tenho cozinhado mais vezes com esta proteína vegetal, e descobri novas formas de a confeccionar. E aparentemente, nunca mais tive más experiências com o sabor característico deste alimento.
Desta vez usei o tempeh como recheio para fazer chamuças, envolvido em especiarias e vegetais para lhe dar mais riqueza em sabor e textura. O tempeh é um bocadinho seco, por isso juntar vegetais picadinhos como cebola, pimento, cenoura,  (entre outros…) é uma boa ideia pois os vegetais libertam os seus sucos durante o refogado, e dão mais humidade e uma boa textura ao recheio, sem a necessidade de juntar muito azeite.
Utilizei massa filo para cubrir as chamuças, mas também podem usar outras massas, e até folhas de arroz. Não resisti a decorá-las com sementes de sésamo pretas, e a pincelá-las com um pouco de azeite, para que ficassem bem crocantes.
Sugiro que, caso façam esta receita, a sirvam imediatamente no próprio dia, pois como estas chamuças não são fritas, nem esta massa é muito rica em gordura, no dia seguinte perdem a sua textura crocante. Sugiro também que sirvam com uma boa salada, e acompanhem as chamuças com chutney de manga.
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Hambúrgueres de beterraba

Beet burgers
De volta à rotina das aulas, tenho por hábito organizar um plano de refeições semanal para perder menos tempo a pensar no que vou cozinhar para mim, ou para comprar os ingredientes antecipadamente, para que não falte nada. É claro que há dias em que altero o esquema e faço uma receita qualquer que me surja de repente a caminho de casa no comboio, ou até mesmo quando tenho desejos de alguma “confort food”. Para além de planear, também recheio o congelador de hambúrgueres de lentilhas, grão, feijão, enfim, quanto a imaginação permitir, e algumas almôndegas. São de facto a minha salvação no tempo de aulas pois limito-me a descongelá-los e levar ao forno 15 minutos, e afinal, para fast food, até são incrivelmente saudáveis.
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Nesta receita, para quem não é adepto do sabor “a terra” da beterraba sugiro que opte pelo tofu fumado que mascara completamente o sabor da beterraba, e, aliás, dá um sabor e texura que agradou os “carnívoros” aqui de casa. Para quem não usa tofu, pode mesmo não juntar este ingrediente e substituir por ¼ chávena de arroz (integral) cozido, para o hambúrguer ficar com uma textura coesa. Quanto ao feijão, se por acaso não tiverem à mão o feijão adzuki, podem muito bem substituir pelo feijão preto ou vermelho. O feijão preto acaba por dar outra personalidade ao hambúrguer, mas fica igualmente delicioso. O feijão adzuki que é mais discreto deixa sobressair o sabor adocicado da beterraba, e o amargo das nozes, assim como também combina em pleno com o pequeno travo a sementes de coentros.

Este hambúrguer de beterraba fica muito bem servido num pão rústico estaladiço, e abacate esmagado com pimenta preta, mas outros acompanhamentos também são bem vindos.

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Guest post com: Veggies on the counter

Esta semana decidi dar-vos a conhecer através de guest post a blogger Joana Mendes, do Veggies on the counter. Fico muito contente por ter a oportunidade de vos partilhar uma receita de um dos meus blogs preferidos de cozinha vegan, que curiosamente é escrito por uma portuguesa na língua estrangeira. Admiro muito as suas receitas, não só por se focar em ingredientes vegetais e as considerar bem ponderadas a nível nutricional, mas pela execução e imaginação nas diferentes combinações de texturas e sabores. E admiro, claro, as suas fotografias, em que consegue captar sempre a comida com a maior simplicidade, mas ao mesmo tempo ter fotografias tão ricas com o que verdadeiramente importa, a receita e todos os seus componentes.
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Numa viagem recente a Lisboa experimentei, pela primeira vez, uma sandes de vegetais assados. Consistia, basicamente, numa baguete integral recheada com uma quantidade generosa de pimento vermelho, tomate e beringela assados, bem temperados com orégãos e azeite. Gostei imenso da ideia e apontei-a no caderninho que tenho reservado para as listas de compras e ideias/rascunhos de receitas para o blog e, assim que cheguei ao Porto, fiz a minha própria versão. Optei por grelhar os legumes em vez de os assar e barrei o pão com um pesto muito simples, inventado à última da hora, sob o pretexto de ir bem com os vegetais e complexificar o sabor da sandes.

A quantidade de pesto que a receita dá foi, no meu caso, superior àquela que precisei para as sandes. Usei-o depois para temperar uma salada de grão e espinafres e uma outra de “esparguete” de courgette crua – em ambos os casos, revelou-se uma excelente adição.
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