Primavera

Queques de grão-de-bico e vegetais


A sugestão que vos partilho esta semana são uns queques salgados feitos com farinha de grão-de-bico. Esta receita dá resposta a uma dúvida que persistia na receita das Quiches individuais de cebola caramelizada, onde o recheio da tarte foi conseguido triturando grão-de-bico demolhado. Este passo mais trabalhoso era uma alternativa à utilização da farinha de grão-de-bico, frequentemente indicada na elaboração deste género de receitas, mas que na altura tinha alguma dificuldade em encontrar. Alguns leitores da página ainda questionaram a quantidade de farinha a utilizar na massa, no lugar do grão-de-bico demolhado, mas admito que não consegui realmente experimentar essa opção na altura.

Assim, a massa desta receita surge como alternativa ao recheio da receita das quiches de cebola caramelizada, podendo ser utilizada ¼ da massa proposta em baixo para fazer as 4 “quiches” individuais.


Como apresentei a receita sem a crosta, até lhe atribuí outro nome, mas não esperem uma massa fofa como um queque, mas uma massa mais coesa e densa, que envolve bem os vegetais.
Para enriquecer a massa de grão-de-bico, deixo-vos 2 opções de recheio: um de abóbora, cogumelos, nozes e tomilho, com ingredientes desta estação e que deixa a massa com um sabor ligeiramente adocicado da abóbora; e, outra opção, de tomate e curgete, que permite obter uma massa mais húmida, e rica em sabor pela utilização das diferentes ervas aromáticas.


Neste género de aperitivos ou snacks salgados, práticos, relembro ainda uma variação que partilhei recentemente nas redes sociais, com ingredientes menos tradicionais, mas que alguns de vocês até possam gostar e achar mais prática relativamente à utilização da farinha de grão-de-bico.

(mais…)

Pudim de lima e abacaxi

Uma das razões que me impede de publicar receitas com a mesma frequência, prende-se com uma novidade que vos tenho omitido nos últimos meses, que é a publicação de um livro. Para além da conceção do livro, estou também envolvida em alguns projetos fora do espectro do blog, de âmbito profissional, que também me têm consumido algum tempo, mas que espero conseguir conciliar da melhor forma e, ainda assim, trazer-vos um livro inovador, com receitas facilmente colocadas em prática no dia-a-dia, e informação objetiva e de fácil compreensão pelo público em geral. Não vos posso adiantar mais informações neste momento, para além do facto de que a publicação do livro será em 2017.

Pudim de lima e abacaxi7.2
Relativamente à receita que vos partilho hoje, vou pressupor que sobremesas frescas ainda serão bem aceites por estes dias e, por isso, vou partilhar convosco a sobremesa que fiz no último workshop que tive oportunidade de realizar. Trata-se de um pudim simples que combina os sabores frescos da lima e o abacaxi, picante do gengibre, e o aroma delicioso do anis estrelado. A base deste pudim, leve, e de sabor a coco, resultou da adição do espessante agar, sendo que, já não é a primeira vez que utilizo por aqui este ingrediente mas, só agora consegui compreender melhor o sua utilização na culinária vegetariana.

O agar, um produto derivado de algumas espécies de algas vermelhas, é frequentemente utilizado no âmbito da culinária na substituição da gelatina.
Pode ser encontrado comercialmente em pó ou em flocos, sendo que a sua utilização difere consoante a apresentação. O agar em flocos deve ser adicionado a líquidos quentes, para ocorrer a dissolução do mesmo, enquanto o agar em pó pode ser dissolvido em líquidos frios. O líquido deve ser, posteriormente, levado à fervura. Em receitas que utilizem gelatina, o agar em pó pode substituir este ingrediente, na mesma proporção. No entanto, o mesmo não acontece com o agar em flocos, onde devem ser utilizadas 2 colheres de sopa, por cada colher de chá de agar em pó.
O agar é um bom espessante, e não requer a refrigeração para a firmeza desejada da nossa sobremesa. No entanto, o resultado pode ser ligeiramente opaco, e menos claro do que a gelatina. A firmeza do gel é influencia pela concentração, tempo, pH e conteúdo em açúcares, assim, a diminuição do pH, e um maior conteúdo em açúcares vão levar à formação de uma textura menos coesa, explicando a minha dificuldade em conseguir chegar a uma quantidade óptima de agar para a firmeza e textura pretendida nesta receita…

Por fim, relativamente à receita, podem utilizar outras frutas, sendo que esta base de coco e lima também resulta muito bem com manga caramelizada, por exemplo. Ou, podem omitir a lima, juntar um pouco de sumo de limão, e cobrir com uma calda de frutos vermelhos, por exemplo, assemelhando-se a uma panna cotta.
Deixo-vos agora a receita, espero que gostem!

Pudim de lima e abacaxi9.1
(mais…)

Massa com feijão branco, tomate e beringela

One pot pasta9.1
As próximas publicações no blog serão receitas básicas que servirão para a elaboração de uma ementa vegetariana, que vou partilhar convosco em breve.
Sobre esta receita… A partir do conceito da “one pot pasta”, onde se aproveita a própria panela do cozimento da massa para a incorporação de outros ingredientes, criei uma refeição em 20 minutos, que recorre apenas a uma panela, e a um número mínimo de procedimentos.
Admito que não é a melhor receita de massa, nem é, tão pouco, a forma mais correcta de a preparar, mas esta é incrivelmente conveniente. E, como as ervas aromáticas e os vegetais são colocados ao mesmo tempo que a massa, esta até fica com o sabor dos sucos dos vegetais, embora a textura acabe por ficar mais amolecida.

One pot pasta10
Nesta receita incorporei vegetais como o tomate, o pimento, a beringela e a rúcula, mas podem substituir por outros. Brócolos com cogumelos e tomate também resultam bem, assim como ervilhas de quebrar, favas ou espargos, que abundam durante este mês.
Também podem fazer esta receita com massa em formatos diferentes. Eu gosto das conchas com o feijão e os tomates cereja cortados em metades ou quartos, mas também podem optar por espargete, hélices ou linguine.

One pot pasta8One pot pasta1.1
(mais…)