Panquecas de grão-de-bico

Panquecas de grão14Esta semana trago-vos uma receita de panquecas diferente, que conta com a incorporação de leguminosas na forma de farinha de grão-de-bico.
Apesar de não ser comum a utilização de farinha de leguminosas, a farinha de grão até é bastante versátil, e é tradicionalmente utilizada na região Mediterrânea para a elaboração da Socca, por exemplo, mas também na culinária Indiana. Tem um sabor característico, distinto das outras farinhas, e um ligeiro travo amargo, mas que se desvanece com a adição de sal, cominhos em pó, e ervas aromáticas. Dada a quantidade de fibras do grão-de-bico, desta farinha resultam preparados densos, (por isso, não esperem obter panquecas altas e fofas).

Panquecas de grão4Para mim, a adição de farinha de grão às panquecas implica um acompanhamento salgado, e, por isso, servi-as com abacate em fatias (ou esmagado), cogumelos salteados, tomate cereja, rúcula (ou outras verduras), e uma colherzinha de molho pesto. Também poderia ter servido com outros vegetais assados ou grelhados, com rodelas de tomate entre as panquecas em camadas e este “requeijão”, com esta “salsa de abacate”, ou com molhos como esta maionese, molho de iogurte, ou chutney de manga.
Também podem fazer desta receita um acompanhamento, e não propriamente o centro da refeição. A receita da massa é versátil, e, tal como poderão verificar na receita mais em baixo, podem fazer uma panqueca individual, cortar em fatias, e acompanhar estufados, ou outros pratos com molhos.

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Lentilhas salteadas com cogumelos, acelgas e espargos, com tomate cereja

Há cerca de duas semanas, a Bio em casa deu-me a oportunidade de experimentar um cabaz, com uma deliciosa variedade de legumes, hortaliças e frutas. Não resisti em experimentar os cogumelos, umas acelgas de cores exuberantes, e os espargos, que raramente tenho por casa, para fazer um salteado rápido com lentilhas. Assim, comecei por saltear a cebola, e juntei os cogumelos, as lentilhas e as acelgas. Para dar mais sabor, juntei raspa de limão e umas folhas de menta, que achei que acompanhassem bem os vegetais suculentos.
Em poucos passos, e sem perder muito tempo, consegui misturar os tomates cereja suculentos, os cogumelos “carnudos”, os espargos crocantes, as lentilhas, e ainda os sabores frescos da menta e do limão, e obter uma receita interessante, mas prática e simples para o dia-a-dia.

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Salteei os espargos inteiros, à parte, tal como podem ver nas fotografias, mas considero que seja mais prático juntar os espargos cortados em pedaços menores depois de saltear a cebola, ao mesmo tempo que junta os cogumelos. Na receita, em baixo, deixo as indicações para juntarem os espargos partidos ao salteado, mas se gostarem de servir os espargos inteiros, tal como na fotografia, podem salteá-los separadamente numa frigideira antiaderente, com uma pitada de sal e pimenta preta, durante 3-4 minutos, ou pode escaldá-los em água a ferver, durante 3 minutos, para que fiquem crocantes.
Por fim, servi o salteado com tomates cereja salteados à parte, que, se preparem tal como descrito, vão ver que estes tomatinhos ficam com a pele seca e dourada, mas com o interior suculento!

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Trufas de coco e laranja

Aproxima-se a Páscoa, que curiosamente coincide com a publicação de uma sobremesa no meu calendário. Admito que desta vez escasseavam ideias para sobremesas, e, por isso, tentei inspirar-me nos doces tradicionais servidos pela minha família nesta quadra.
Algumas tradições têm sofrido mudanças, mas os quadradinhos de coco e laranja, e os bolinhos de coco da minha mãe continuam a ser os meus doces prediletos desta época. Inspirei-me nestes últimos, na receita original da minha mãe, para fazer uma massa húmida de coco e de aroma cítrico da raspa de laranja. Moldei a massa em bolinhas, e cobri com chocolate negro para obter umas trufas de coco.

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Se não gostarem da combinação de coco e laranja, podem omitir a laranja, e substituir por limão, por exemplo, e ajustar a doçura a gosto.

Em relação aos ingredientes da massa, podem usar qualquer tipo de xarope e gordura, (desde que esta seja sólida à temperatura ambiente). Não escolho os ingredientes das sobremesas tendo em vista quaisquer propriedades de carácter nutricional, mas sim pelo sabor ou outros atributos que procuro obter na receita. Neste caso, utilizo o óleo de coco pelo seu sabor, e pela quantidade de gorduras saturadas, que permite um recheio sólido, (e que se derrete ligeiramente na boca!), e o xarope, que permite agregar melhor o coco ralado. (Tive de deixar esta pequena nota porque não acredito que a utilização de xaropes ou óleo de coco torne as sobremesas mais saudáveis, sendo que o que verdadeiramente importa é a quantidade e frequência do consumo das ditas sobremesas…)

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Podem decorar a cobertura de chocolate, mas é opcional. Nesta receita decorei com flocos de coco ligeiramente tostados uns 2 ou 3 minutos numa sertã antiaderente sem óleo, (mexendo frequentemente). Podem cobrir o chocolate com outros toppings, como chocolate branco derretido, amêndoas laminadas, flor de sal, para quem gostar de contrabalançar o salgado com o doce do recheio, pepitas de cacau cru, se gostar do amargo do cacau, ou até gengibre cristalizado picadinho, para um toque exótico.

Por fim, para conseguir uma cobertura de chocolate perfeita, relembro o artigo da última sobremesa que partilhei no blog, em que expliquei um dos procedimentos possíveis para temperar chocolate em casa.
Um dos benefícios da execução desta técnica é uma rápida solidificação da cobertura de chocolate, por isso, caso tencionem colocar algum tipo de topping por cima da cobertura, convém coloca-lo imediatamente após pousar cada trufa no papel vegetal antes do chocolate solidificar.

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