Algas

Salada de cenoura e algas, com molho de gengibre e lima

Tradução por: Marta Silva

Recentemente, foi sugerido na secção dos comentários que partilhasse receitas com algas, mais especificamente com wakame. Assim, quis deixar-vos com algumas dicas culinárias para a preparação e confeção das algas que se encontram mais frequentemente nos mercados, e, claro, algumas considerações nutricionais acerca do seu consumo.

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As algas, do grupo taxonómico Algae, apresentam uma grande diversidade de organismos, no que diz respeito à morfologia, grau de complexidade, e tamanho, e, podem ser divididas em macro e microalgas. São várias as suas aplicações, desde a extração de compostos como a carragenana e alginato, que exibem propriedades espessantes, gelificantes e estabilizantes de suspensões e emulsões, à utilização como biofertilizantes, bioindicadores, e claro, na alimentação, no estado minimamente processado.
Apesar da abundância de algas na costa portuguesa, o uso destas na alimentação não tem grande tradição em Portugal, exceto para algumas comunidades costeiras nos Açores.

Mas o interesse na utilização de algas na alimentação está a aumentar devido ao reconhecimento do seu valor nutricional, e conteúdo em minerais, oligoelementos, e até de ácidos gordos ómega 3.

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Arroz selvagem com algas tostadas e tofu

À procura de um molho de gengibre no motor de pesquisa, encontrei uma receita minha que tinha ficado esquecida nos arquivos de 2012. Até gostava bastante desta receita, mas entretanto deixei de a fazer, mas fiquei com vontade de repetir o molho assim que o vi, e quem sabe voltar a partilhá-lo. E a oportunidade de o divulgar novamente surgiu quando descobri esta forma de preparar algas.

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Vou ser sincera, eu não sei cozinhar algas, mas já há bastante tempo que tento incorporá-las na minha alimentação. Imaginei que alguns de vocês também tivessem as mesmas dúvidas, por isso procurava há já bastante tempo uma forma revolucionária de as confeccionar. Infelizmente, como podem ver, não fui eu que inventei algas tostadas, e a ideia partiu do fantástico blog 101 cookbooks da Heidi Swanson.

Antes de pôr em prática este prato, tostei uma mistura de algas para saladas, que continha as algas Dulse, Nori e Wakame. Tostei-as no forno durante alguns minutos. Assim que as removi do forno, inspeccionei-as, e apenas me pareceram mais douradas. Decidi provar uns bocadinhos das algas já previamente partidas. Estava com receio que o sabor fosse demasiado forte, a mar, e de não conseguir comer. Mas fiquei imediatamente rendida ao toque crocante destas algas e comi logo uma mão cheia, quase como se fosse um snack. É claro que o sabor é bastante forte para quem não está habituado, e a quantidade de sódio mensurável, mas a textura e o sabor são fantásticos nestes pedacinhos crocantes de vegetais do mar.
Depressa estas algas crocantes se tornaram o meu novo condimento preferido em saladas, pois só alguns flocos são capazes de encher de sabor um prato simples de vegetais mais insípidos.

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Voltando à receita que vos trago hoje… Conjuga o sabor característico do arroz selvagem, gengibre, limão, o sabor a mar das algas, a frescura dos coentros, e os amendoins, que ainda contribuem com um toque crocante. Para equilibrar esta explosão de sabores e texturas até juntei o tofu (também o elemento proteico desta refeição vegetariana), que apesar de não ter grande sabor, é capaz de absorver os sabores dos outros elementos, e tem uma textura suave, que contrasta com a textura do arroz selvagem solto, das algas crocantes, e dos amendoins tostados.

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