Brócolos

Salada de cenoura e algas, com molho de gengibre e lima

Tradução por: Marta Silva

Recentemente, foi sugerido na secção dos comentários que partilhasse receitas com algas, mais especificamente com wakame. Assim, quis deixar-vos com algumas dicas culinárias para a preparação e confeção das algas que se encontram mais frequentemente nos mercados, e, claro, algumas considerações nutricionais acerca do seu consumo.

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As algas, do grupo taxonómico Algae, apresentam uma grande diversidade de organismos, no que diz respeito à morfologia, grau de complexidade, e tamanho, e, podem ser divididas em macro e microalgas. São várias as suas aplicações, desde a extração de compostos como a carragenana e alginato, que exibem propriedades espessantes, gelificantes e estabilizantes de suspensões e emulsões, à utilização como biofertilizantes, bioindicadores, e claro, na alimentação, no estado minimamente processado.
Apesar da abundância de algas na costa portuguesa, o uso destas na alimentação não tem grande tradição em Portugal, exceto para algumas comunidades costeiras nos Açores.

Mas o interesse na utilização de algas na alimentação está a aumentar devido ao reconhecimento do seu valor nutricional, e conteúdo em minerais, oligoelementos, e até de ácidos gordos ómega 3.

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Salada de beterraba e cebola roxa com lentilhas

Antes de falar um bocadinho sobre esta salada de cores vibrantes, queria desejar-vos a todos um excelente ano de 2016. Sei que já venho um bocadinho tarde, mas só agora tive oportunidade de publicar a primeira receita do ano.
Queria agredecer-vos por estarem desse lado mais um ano, por partilharem comigo as vossas dúvidas, e também agradecer-vos por todas as mensagens/e-mails/comentários motivadores que tenho vindo a receber.

2016 vai ser um ano desafiador, no bom sentido. Se até aqui tenho conseguido gerir bem a faculdade com o desenvolvimento de receitas, com as sessões fotográficas, e procura de novos adereços ou ingredientes, nos próximos meses já não tenho tantas certezas. Vou começar o estágio, mas vou tentar certamente publicar uma ou outra receita, consoante a minha disponibilidade. Espero que compreendam.

Em relação àquilo que vos partilhei em 2015 e a evolução desta página… Acho que foi o ano em que, acima de tudo, vi o meu blog com um maior sentimento de responsabilidade. Nunca fui tão criteriosa com as receitas, mas acho que não só é fruto da minha aprendizegem (tanto na minha formação como no âmbito da culinária), como da crescente banalização de receitas nas redes sociais. Por isso, gostava que esta página fosse uma fonte de inspiração e de ideias diferentes mas facilmente aplicáveis. Espero que não seja só mais um blog com receitas “da moda”… Ou com informação nutricional de carácter muito dúbio…

E era este o pequeno desabafo que queria partilhar convosco. E vocês o que tiraram desta página no ano de 2015? Têm alguma espectativa para 2016? Gostavam de ver algum tipo de receitas ou ingredientes em específico abordados com maior frequência? Estou aberta a sugestões.

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Passando agora à receita. Adoro beterrabas, e felizmente temo-las no quintal o ano todo. Adoro as beterrabas pela sua cor vibrante, a suculência quando são frescas, e o seu sabor, algo doce, a lembrar a terra, mas suave. Por cá só as preparamos de uma forma: descascada e raspada, com sumo de limão ou vinagre balsâmico, e uma pitada de sal. A minha mãe tem o hábito de preparar as raízes ou verduras da forma mais minimalista possível, mas volta e meia também gosto de variar, e fazer uma sopa de beterraba, ou um mix de raízes assadas.

O novo livro de Yotam Ottolenghi, Plenty more, é certamente uma das melhores inspirações para quem procura tornar os vegetais o centro do prato. O livro está dividido por métodos culinários (!), o que é um prazer para quem procura novas formas de confeccionar ou apresentar os vegetais, e potencia a criação de pratos novos, tal como o que vos apresento hoje.
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Podia ser uma simples salada de brócolos e lentilhas. Mas a adição da beterraba laminada, nem muito dura (crua), nem mole (tipo da enlatada), de sabor picante e ácido do molho, e com uma cor que ofuscará de certeza os mais sépticos, pareceu-me a adição perfeita para dar mais sabor e riqueza a esta salada de lentilhas.

A salada de brócolos e lentilhas dispensa receita. Trata-se de brócolos ligeiramente cozidos (cerca de 4 minutos em água a ferver ou a vapor), lentilhas Du Puy (ou verdes) demolhadas e cozidas (durante 15 minutos), e abacate em fatias, temperado somente com uma pitada de sal e pimenta preta moída na hora. Podem substituir os brócolos pelas folhas da beterraba (eu não utilizei das do quintal porque estavam “queimadas” do frio), ou outras variedades de verduras. As lentilhas também podem ser substituídas por outra leguminosa, se não gostarem, e podem servir esta salada como prato principal ou acompanhamento.
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Creme de brócolos e espinafres

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Os dias já estão a crescer, surgindo assim novos legumes nos mercados, que pedem receitas e confecções diferentes. Mas há certos que pratos que ainda assim não consigo deixar de lado nas estações que se seguem, e um deles é a sopa.
Uma das confeções culinárias que mais carcteriza a alimentação Portuguesa, a sopa está na nossa mesa todos os dias antes das refeições principais. É um hábito que enraizei em miúda do qual não dispenso. Mas se possível, gosto de fazer sopas variadas para fugir à sopa tradicional com base de batata, cenoura e curgete e as couves tenras cortadinhas. Nada contra esta versão, aliás, até é uma excelente forma de acrescentar mais vegetais na alimentação (para quem não gosta dos legumes crús, cozidos ou salteados), induz a saciedade, é uma boa fonte de vitaminas e minerais, e substâncias protectoras do nosso organismo, como antioxidantes, e ajuda a uma adequada hidratação.
Legumes
Desta vez fugi um bocadinho ao tradicional, e fiz um creme de espinafres e brócolos, com um pouco de gengibre, alho e salsa, para tornar a sopa mais aromática, sem necessidade de juntar colheradas de sal. As leguminosas (grão-de-bico), permitem que a sopa fique mais cremosa, sendo a adição de batata opcional.

Por fim, não é comum decorar as sopas, mas pareceu-me bem partilhar-vos uma das minhas mais recentes descobertas para levar as sopas e saladas a outro nível – o Dukkah. É uma mistura aromática de especiarias como cominhos, coentros, funcho e pimenta preta com avelãs tostadas crocantes, que deixam qualquer prato mais aromático. Podem, no entanto, decorar a sopa com algumas folhas de salsa, fatias de rabanete, ou rebentos, e um fio de azeite, para uma guarnição igualmente apelativa (e nutritiva!).
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