Cenoura

Sopa de feijão branco e couve

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Espero que tenham gostado da última receita do blog pois esta semana volto a partilhar-vos uma receita conveniente, acessível, e, muito, muito simples. A partilha destas receitas tem como objetivo o desenvolvimento de uma ementa, um pequeno compêndio de receitas básicas, para aqueles que pretendem fazer refeições vegetarianas, mas que ainda receiam experimentar confecioná-las. Esta pequena ementa também terá as várias refeições do dia-a-dia, com o respetivo valor nutricional.

couve galega
Na ementa que vos descrevo, esta sopa surge como forma de incorporar mais hortícolas na refeição, especialmente vegetais de folha de cor verde-escura, e, também, leguminosas, para complementar algumas receitas, tal como a última que vos partilhei.
A receita da sopa que vos partilho é baseada na que faço diariamente em casa. A base da sopa é feita com vegetais, neste caso foi com cenoura, curgete e cebola, mas também podem substituir por abóbora, chuchu, couve-flor, alho-francês, ou outros hortícolas e tubérculos a gosto. Gosto de juntar quase sempre couves, ou outros vegetais de folha de cor verde-escura, para juntar à base sobrenadante, ou, para triturar em creme. Fora este aspeto, tento variar os vegetais utilizados, tendo também em conta a sazonalidade, e a disponibilidade da nossa horta, mas a receita-base da sopa é esta. Uma receita simples, que, em cada taça consegue fornecer cerca de 150g de vegetais, sendo por isso uma preparação que se destaca pela densidade nutricional, ao mesmo tempo que é económica, e de fácil confeção.

Por fim, gosto de juntar algumas ervas aromáticas à sopa, e até um pouco de pimenta preta acabada de moer, só mesmo pelo sabor e como forma de reduzir um pouco a adição de sal, e, para finalizar, um fio de azeite.

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Salada de cenoura e algas, com molho de gengibre e lima

Tradução por: Marta Silva

Recentemente, foi sugerido na secção dos comentários que partilhasse receitas com algas, mais especificamente com wakame. Assim, quis deixar-vos com algumas dicas culinárias para a preparação e confeção das algas que se encontram mais frequentemente nos mercados, e, claro, algumas considerações nutricionais acerca do seu consumo.

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As algas, do grupo taxonómico Algae, apresentam uma grande diversidade de organismos, no que diz respeito à morfologia, grau de complexidade, e tamanho, e, podem ser divididas em macro e microalgas. São várias as suas aplicações, desde a extração de compostos como a carragenana e alginato, que exibem propriedades espessantes, gelificantes e estabilizantes de suspensões e emulsões, à utilização como biofertilizantes, bioindicadores, e claro, na alimentação, no estado minimamente processado.
Apesar da abundância de algas na costa portuguesa, o uso destas na alimentação não tem grande tradição em Portugal, exceto para algumas comunidades costeiras nos Açores.

Mas o interesse na utilização de algas na alimentação está a aumentar devido ao reconhecimento do seu valor nutricional, e conteúdo em minerais, oligoelementos, e até de ácidos gordos ómega 3.

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A minha versão do Pad Thai

Parte do encanto que sinto pelo mundo da culinária está relacionado com a necessidade de sermos criativos. Porque não somos capazes de comer o mesmo todos os dias, somos impulsionados pelo gosto do acto de cozinhar a descobrir novos sabores e variações de receitas clássicas. O Pad Thai é uma dessas receitas. Quando ouvi falar deste prato tipicamente tailandês, associei-o imediatamente a um prato com ingredientes como carnes, camarões e molho de peixe. Algo difícil de adaptar. Mas depois descobri umas centenas de adaptações vegetarianas, que incluíam tofu, edamame, vegetais variados, noodles, arroz (…), e inclusivamente o molho era completamente diferente de receita para receita, e podia mudar completamente de ingredientes… No meio de tanta versão, não faço ideia de qual é que se aproxima da original. A culinária tem destas coisas curiosas. Pega-se numa ideia e adapta-se ao nosso gosto, para a tornar ainda melhor, mas ao mesmo tempo reconhecendo que nada nasce a partir do nada, apenas criamos novas versões, e evoluímos.

Pad ThaiNesta versão do Pad Thai, inspirada numa receita do livro “Green Kitchen Travels“, utilizei noodles de curgete e cenoura para lhe dar uma textura mais crocante, mas também para fugir aos tradicionais noodles, e aproveitar este prato quase como se de uma salada se tratasse. (Afinal, não é hoje que começa a Primavera?) No entanto, para uma refeição mais saciante, sugiro que juntem noodles de trigo sarraceno ou outros da vossa preferência. Também juntei tofu e rebentos de feijão mungo, para aumentar teor proteico desta “salada”. O molho é muito diferente de muitos que já experimentei, e utiliza manteiga de amendoim, molho de soja e sumo de lima, ingredientes que nunca imaginei que pudessem combinar, mas resultam muito bem neste prato fresco. Por fim, sugiro que guarneçam o prato com amendoins crocantes, sementes levemente tostadas, e coentros frescos, para dar uma textura e aroma ainda melhor a esta versão do Pad Thai!

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