Curgete

Sopa de feijão branco e couve

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Espero que tenham gostado da última receita do blog pois esta semana volto a partilhar-vos uma receita conveniente, acessível, e, muito, muito simples. A partilha destas receitas tem como objetivo o desenvolvimento de uma ementa, um pequeno compêndio de receitas básicas, para aqueles que pretendem fazer refeições vegetarianas, mas que ainda receiam experimentar confecioná-las. Esta pequena ementa também terá as várias refeições do dia-a-dia, com o respetivo valor nutricional.

couve galega
Na ementa que vos descrevo, esta sopa surge como forma de incorporar mais hortícolas na refeição, especialmente vegetais de folha de cor verde-escura, e, também, leguminosas, para complementar algumas receitas, tal como a última que vos partilhei.
A receita da sopa que vos partilho é baseada na que faço diariamente em casa. A base da sopa é feita com vegetais, neste caso foi com cenoura, curgete e cebola, mas também podem substituir por abóbora, chuchu, couve-flor, alho-francês, ou outros hortícolas e tubérculos a gosto. Gosto de juntar quase sempre couves, ou outros vegetais de folha de cor verde-escura, para juntar à base sobrenadante, ou, para triturar em creme. Fora este aspeto, tento variar os vegetais utilizados, tendo também em conta a sazonalidade, e a disponibilidade da nossa horta, mas a receita-base da sopa é esta. Uma receita simples, que, em cada taça consegue fornecer cerca de 150g de vegetais, sendo por isso uma preparação que se destaca pela densidade nutricional, ao mesmo tempo que é económica, e de fácil confeção.

Por fim, gosto de juntar algumas ervas aromáticas à sopa, e até um pouco de pimenta preta acabada de moer, só mesmo pelo sabor e como forma de reduzir um pouco a adição de sal, e, para finalizar, um fio de azeite.

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Estufado de feijão branco com “requeijão”

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O Inverno ainda se faz sentir, por isso achei que um último estufado, uma última taça desta “comida de conforto”, ainda fizesse sentido.
O estufado que vos partilho hoje não é muito diferente da sopa “Minestrone”, uma sopa de nome elaborado, mas de sabores e ingredientes simples como feijão, legumes e hortaliças, envoltos num molho rico de tomate, ervas aromáticas e limão. Esta receita continua a ser uma inspiração transversal para muitas receitas de estufados que coloco em prática no dia-a-dia, tal como esta.
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Servi o estufado de feijão branco com um “requeijão” de tofu, uma pasta que verdadeiramente nada tem a haver com o original, mas que pode ser um substituto interessante em receitas que o exigem, nomeadamente no recheio de massas ou vegetais, numa lasanha, a acompanhar saladas, ou, pode ser usado simplesmente para barrar no pão. Para dar mais sabor a esta pasta, tentei ser generosa na quantidade de ervas aromáticas e temperos, e até adicionei uns pinhões esquecidos das festividades, que cortaram um sabor ligeiramente amargo, característico do tofu. Aconselho-vos a adequar a receita ao vosso gosto, e jogar com as especiarias e ervas aromáticas que tiverem disponíveis. Se não quiserem utilizar o tofu, aconselho-vos a dar uma olhada nesta receita da Joana Alves, e esta, da Joana Limão.

Por fim, servi o estufado em taças individuais, guarnecido com umas colherzinhas de chá de molho pesto caseiro, uma colher (cheia) do “requeijão”, e algumas folhas de rúcula. O molho pesto é perfeitamente dispensável, mas pelo menos algumas folhas de manjericão picado, ou outras ervas aromáticas frescas, ficam sempre bem.
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Pizza de tomate seco com crosta de couve-flor

Esta semana reinventamos a pizza. Mas massa não é alta e fofa, ou baixa e crocante, nem é gordurosa. (Ok, se calhar é um bocadinho gordurosa). É feita essencialmente de vegetais, e a base é sem gluten, feita a partir de couve-flor e farinha de grão.
Reinventar receitas tradicionais por aqui já não é uma novidade, e cá em casa também não ficaram muito surpreendidos quando disse que ia fazer uma pizza essencialmente a partir de vegetais, excepto o meu irmão adolescente que me questionou o porquê de colocar “arroz” na pizza, que na verdade era couve-flor. Quando lhe disse o que era ele ficou a olhar para mim incrédulo e murmurou entre dentes qualquer coisa sobre o facto de eu colocar vegetais “escondidos” em quase tudo (para desgosto dele)… É verdade, e não vejo porque não experimentarmos, porque afinal, conheço bastantes pessoas que ainda não suportam ver os vegetais no prato. Esta pizza é um exemplo disso, onde coloco couve-flor bem triturada na base, e não tivesse eu dito de que era feita a pizza, provavelmente ninguém imaginaria que continha couve-flor (e assumiam que a levedura tinha passado do prazo, ou qualquer coisa assim, para ficar tão baixa…).

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Como já referi, a base é feita de couve-flor, linhaça (para tornar a base mais coesa), óregãos, e farinha de grão. Usei farinha de grão porque a amêndoa moída é um ingrediente mais caro, e pareceu-me uma boa alternativa numa receita de pizza sem gluten, (se for esse o caso), senão, podem juntar qualquer farinha que tenham por casa, mas ajustem a quantidade consoante a humidade da massa. Depois de levar a base ao forno, juntei um molho de tomate inspirado no molho Romesco que vos partilhei recentemente, e que combina sabores Mediterrâneos que adoro. Cubri finalmente com curgete laminada, tomate seco, por ter um sabor ligeiramente fumado, e azeitonas de cura tradicional. E no fim, umas folhas de rúcula e ervas aromáticas, mas também um fio de molho pesto, só porque é aromático, e o azeite, como gordura, contribui para uma maior palatabilidade desta versão reinventada da pizza.
Podem experimentar toppings diferentes daqueles que vos sugiro, e usar o molho de tomate habitual, ou os ingredientes que mais gostarem de juntar à pizza convencional.
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