Curgete

Queques de grão-de-bico e vegetais


A sugestão que vos partilho esta semana são uns queques salgados feitos com farinha de grão-de-bico. Esta receita dá resposta a uma dúvida que persistia na receita das Quiches individuais de cebola caramelizada, onde o recheio da tarte foi conseguido triturando grão-de-bico demolhado. Este passo mais trabalhoso era uma alternativa à utilização da farinha de grão-de-bico, frequentemente indicada na elaboração deste género de receitas, mas que na altura tinha alguma dificuldade em encontrar. Alguns leitores da página ainda questionaram a quantidade de farinha a utilizar na massa, no lugar do grão-de-bico demolhado, mas admito que não consegui realmente experimentar essa opção na altura.

Assim, a massa desta receita surge como alternativa ao recheio da receita das quiches de cebola caramelizada, podendo ser utilizada ¼ da massa proposta em baixo para fazer as 4 “quiches” individuais.


Como apresentei a receita sem a crosta, até lhe atribuí outro nome, mas não esperem uma massa fofa como um queque, mas uma massa mais coesa e densa, que envolve bem os vegetais.
Para enriquecer a massa de grão-de-bico, deixo-vos 2 opções de recheio: um de abóbora, cogumelos, nozes e tomilho, com ingredientes desta estação e que deixa a massa com um sabor ligeiramente adocicado da abóbora; e, outra opção, de tomate e curgete, que permite obter uma massa mais húmida, e rica em sabor pela utilização das diferentes ervas aromáticas.


Neste género de aperitivos ou snacks salgados, práticos, relembro ainda uma variação que partilhei recentemente nas redes sociais, com ingredientes menos tradicionais, mas que alguns de vocês até possam gostar e achar mais prática relativamente à utilização da farinha de grão-de-bico.

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Sopa de feijão branco e couve

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Espero que tenham gostado da última receita do blog pois esta semana volto a partilhar-vos uma receita conveniente, acessível, e, muito, muito simples. A partilha destas receitas tem como objetivo o desenvolvimento de uma ementa, um pequeno compêndio de receitas básicas, para aqueles que pretendem fazer refeições vegetarianas, mas que ainda receiam experimentar confecioná-las. Esta pequena ementa também terá as várias refeições do dia-a-dia, com o respetivo valor nutricional.

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Na ementa que vos descrevo, esta sopa surge como forma de incorporar mais hortícolas na refeição, especialmente vegetais de folha de cor verde-escura, e, também, leguminosas, para complementar algumas receitas, tal como a última que vos partilhei.
A receita da sopa que vos partilho é baseada na que faço diariamente em casa. A base da sopa é feita com vegetais, neste caso foi com cenoura, curgete e cebola, mas também podem substituir por abóbora, chuchu, couve-flor, alho-francês, ou outros hortícolas e tubérculos a gosto. Gosto de juntar quase sempre couves, ou outros vegetais de folha de cor verde-escura, para juntar à base sobrenadante, ou, para triturar em creme. Fora este aspeto, tento variar os vegetais utilizados, tendo também em conta a sazonalidade, e a disponibilidade da nossa horta, mas a receita-base da sopa é esta. Uma receita simples, que, em cada taça consegue fornecer cerca de 150g de vegetais, sendo por isso uma preparação que se destaca pela densidade nutricional, ao mesmo tempo que é económica, e de fácil confeção.

Por fim, gosto de juntar algumas ervas aromáticas à sopa, e até um pouco de pimenta preta acabada de moer, só mesmo pelo sabor e como forma de reduzir um pouco a adição de sal, e, para finalizar, um fio de azeite.

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Estufado de feijão branco com “requeijão”

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O Inverno ainda se faz sentir, por isso achei que um último estufado, uma última taça desta “comida de conforto”, ainda fizesse sentido.
O estufado que vos partilho hoje não é muito diferente da sopa “Minestrone”, uma sopa de nome elaborado, mas de sabores e ingredientes simples como feijão, legumes e hortaliças, envoltos num molho rico de tomate, ervas aromáticas e limão. Esta receita continua a ser uma inspiração transversal para muitas receitas de estufados que coloco em prática no dia-a-dia, tal como esta.
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Servi o estufado de feijão branco com um “requeijão” de tofu, uma pasta que verdadeiramente nada tem a haver com o original, mas que pode ser um substituto interessante em receitas que o exigem, nomeadamente no recheio de massas ou vegetais, numa lasanha, a acompanhar saladas, ou, pode ser usado simplesmente para barrar no pão. Para dar mais sabor a esta pasta, tentei ser generosa na quantidade de ervas aromáticas e temperos, e até adicionei uns pinhões esquecidos das festividades, que cortaram um sabor ligeiramente amargo, característico do tofu. Aconselho-vos a adequar a receita ao vosso gosto, e jogar com as especiarias e ervas aromáticas que tiverem disponíveis. Se não quiserem utilizar o tofu, aconselho-vos a dar uma olhada nesta receita da Joana Alves, e esta, da Joana Limão.

Por fim, servi o estufado em taças individuais, guarnecido com umas colherzinhas de chá de molho pesto caseiro, uma colher (cheia) do “requeijão”, e algumas folhas de rúcula. O molho pesto é perfeitamente dispensável, mas pelo menos algumas folhas de manjericão picado, ou outras ervas aromáticas frescas, ficam sempre bem.
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