Lentilhas

Sopa de lentilhas e abóbora, com azeite aromatizado

Tenho o hábito de iniciar quase sempre as refeições principais com uma sopa de hortaliças e legumes, que não variam muito da cenoura, abóbora, curgete, e couves, grelos ou espinafres, de acordo com a disponibilidade de vegetais na horta. Mas também vario, e gosto de fazer sopas mais densas, às vezes no lugar da refeição principal, com leguminosas variadas, e outros legumes, e com especiarias e ervas aromáticas.
Desta vez fiz um creme de lentilhas vermelhas com abóbora, gengibre, raspa de uma laranja, e os habituais condimentos. Servi o creme guarnecido com amendoins tostados porque se este creme fosse uma refeição principal (vegetariana), achei que deveria ser enriquecido nutricionalmente com alguma proteína, e gorduras. Mas é também uma forma de juntar outras texturas ao creme.

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A ideia de aromatizar o azeite pareceu-me interessante, pois achei que poderia ser mais um veículo de sabor e aroma nas marinadas, ou na finalização de pratos, como saladas, e em pratos quentes como sopas.
A receita que vos partilho tem um procedimento diferente das receitas que vão encontrar online. A ideia de aquecer a gordura e voltar a armazená-la simplesmente não me parecia correcta, e por isso para fazer este azeite aromatizado, preferi juntar o piripiri seco (moído ou não), as estrelas de anis e o louro seco, e esperar 1 semana até que desvolvesse o aroma que procurava. Depois podem, ou não, coar o azeite, e está pronto a ser usado. Em alternativa ao louro, podem utilizar outras ervas aromáticas secas da vossa preferência, mas não recomendo a utilização de ervas frescas, pois diminui significamente o tempo de prateleira do mesmo. Para além do piripiri também podem juntar pimenta em grão ou bagas de zimbro.

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Salada de beterraba e cebola roxa com lentilhas

Antes de falar um bocadinho sobre esta salada de cores vibrantes, queria desejar-vos a todos um excelente ano de 2016. Sei que já venho um bocadinho tarde, mas só agora tive oportunidade de publicar a primeira receita do ano.
Queria agredecer-vos por estarem desse lado mais um ano, por partilharem comigo as vossas dúvidas, e também agradecer-vos por todas as mensagens/e-mails/comentários motivadores que tenho vindo a receber.

2016 vai ser um ano desafiador, no bom sentido. Se até aqui tenho conseguido gerir bem a faculdade com o desenvolvimento de receitas, com as sessões fotográficas, e procura de novos adereços ou ingredientes, nos próximos meses já não tenho tantas certezas. Vou começar o estágio, mas vou tentar certamente publicar uma ou outra receita, consoante a minha disponibilidade. Espero que compreendam.

Em relação àquilo que vos partilhei em 2015 e a evolução desta página… Acho que foi o ano em que, acima de tudo, vi o meu blog com um maior sentimento de responsabilidade. Nunca fui tão criteriosa com as receitas, mas acho que não só é fruto da minha aprendizegem (tanto na minha formação como no âmbito da culinária), como da crescente banalização de receitas nas redes sociais. Por isso, gostava que esta página fosse uma fonte de inspiração e de ideias diferentes mas facilmente aplicáveis. Espero que não seja só mais um blog com receitas “da moda”… Ou com informação nutricional de carácter muito dúbio…

E era este o pequeno desabafo que queria partilhar convosco. E vocês o que tiraram desta página no ano de 2015? Têm alguma espectativa para 2016? Gostavam de ver algum tipo de receitas ou ingredientes em específico abordados com maior frequência? Estou aberta a sugestões.

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Passando agora à receita. Adoro beterrabas, e felizmente temo-las no quintal o ano todo. Adoro as beterrabas pela sua cor vibrante, a suculência quando são frescas, e o seu sabor, algo doce, a lembrar a terra, mas suave. Por cá só as preparamos de uma forma: descascada e raspada, com sumo de limão ou vinagre balsâmico, e uma pitada de sal. A minha mãe tem o hábito de preparar as raízes ou verduras da forma mais minimalista possível, mas volta e meia também gosto de variar, e fazer uma sopa de beterraba, ou um mix de raízes assadas.

O novo livro de Yotam Ottolenghi, Plenty more, é certamente uma das melhores inspirações para quem procura tornar os vegetais o centro do prato. O livro está dividido por métodos culinários (!), o que é um prazer para quem procura novas formas de confeccionar ou apresentar os vegetais, e potencia a criação de pratos novos, tal como o que vos apresento hoje.
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Podia ser uma simples salada de brócolos e lentilhas. Mas a adição da beterraba laminada, nem muito dura (crua), nem mole (tipo da enlatada), de sabor picante e ácido do molho, e com uma cor que ofuscará de certeza os mais sépticos, pareceu-me a adição perfeita para dar mais sabor e riqueza a esta salada de lentilhas.

A salada de brócolos e lentilhas dispensa receita. Trata-se de brócolos ligeiramente cozidos (cerca de 4 minutos em água a ferver ou a vapor), lentilhas Du Puy (ou verdes) demolhadas e cozidas (durante 15 minutos), e abacate em fatias, temperado somente com uma pitada de sal e pimenta preta moída na hora. Podem substituir os brócolos pelas folhas da beterraba (eu não utilizei das do quintal porque estavam “queimadas” do frio), ou outras variedades de verduras. As lentilhas também podem ser substituídas por outra leguminosa, se não gostarem, e podem servir esta salada como prato principal ou acompanhamento.
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Rolinhos de couve com lentilhas, nozes e tomate seco

Desta vez partilho-vos rolinhos de couve recheados com lentilhas, nozes, tomate seco, cevadinha, e ervas aromáticas com molho de tomate. Já era altura de aparecer por aqui uma receita mais caseirinha, de conforto, porque vai ao forno.
A primeira vez que fiz esta receita foi esta semana, mas tenho a certeza que vou fazer bem mais vezes, provavelmente ao almoço calmo e demorado de domingo. E, como os dias estão a aquecer, sugiro que sirvam com curgete e beringela grelhadas, a par de uma salada de rúcula, vinagre balsâmico, tomate e azeitonas. Nada como associar o prazer de comer às nossas origens mediterrâneas.

rolinhos de couve8Não sei bem como é que esta ideia surgiu, mas algures entre os meus recheios preferidos para a maioria das confecções, estão as lentilhas. Para lhes dar algum sabor, juntei ervas aromáticas, tomate seco e limão, a par de algumas especiarias, para que não sobressaísse apenas o sabor da couve. Felizmente um molho de tomate tradicional também ajuda, e fica sempre bem nestes pratos de vegetais que vão ao forno.

Por fim, sejam criativos na preparação do recheio, e também podem usar outros tipos de couve. Se necessário, cortem um pouco o talo da couve (longitudinalmente) para que seja mais fácil de enrolar posteriormente.
rolinhos de couve
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