Lima

Pudim de lima e abacaxi

Uma das razões que me impede de publicar receitas com a mesma frequência, prende-se com uma novidade que vos tenho omitido nos últimos meses, que é a publicação de um livro. Para além da conceção do livro, estou também envolvida em alguns projetos fora do espectro do blog, de âmbito profissional, que também me têm consumido algum tempo, mas que espero conseguir conciliar da melhor forma e, ainda assim, trazer-vos um livro inovador, com receitas facilmente colocadas em prática no dia-a-dia, e informação objetiva e de fácil compreensão pelo público em geral. Não vos posso adiantar mais informações neste momento, para além do facto de que a publicação do livro será em 2017.

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Relativamente à receita que vos partilho hoje, vou pressupor que sobremesas frescas ainda serão bem aceites por estes dias e, por isso, vou partilhar convosco a sobremesa que fiz no último workshop que tive oportunidade de realizar. Trata-se de um pudim simples que combina os sabores frescos da lima e o abacaxi, picante do gengibre, e o aroma delicioso do anis estrelado. A base deste pudim, leve, e de sabor a coco, resultou da adição do espessante agar, sendo que, já não é a primeira vez que utilizo por aqui este ingrediente mas, só agora consegui compreender melhor o sua utilização na culinária vegetariana.

O agar, um produto derivado de algumas espécies de algas vermelhas, é frequentemente utilizado no âmbito da culinária na substituição da gelatina.
Pode ser encontrado comercialmente em pó ou em flocos, sendo que a sua utilização difere consoante a apresentação. O agar em flocos deve ser adicionado a líquidos quentes, para ocorrer a dissolução do mesmo, enquanto o agar em pó pode ser dissolvido em líquidos frios. O líquido deve ser, posteriormente, levado à fervura. Em receitas que utilizem gelatina, o agar em pó pode substituir este ingrediente, na mesma proporção. No entanto, o mesmo não acontece com o agar em flocos, onde devem ser utilizadas 2 colheres de sopa, por cada colher de chá de agar em pó.
O agar é um bom espessante, e não requer a refrigeração para a firmeza desejada da nossa sobremesa. No entanto, o resultado pode ser ligeiramente opaco, e menos claro do que a gelatina. A firmeza do gel é influencia pela concentração, tempo, pH e conteúdo em açúcares, assim, a diminuição do pH, e um maior conteúdo em açúcares vão levar à formação de uma textura menos coesa, explicando a minha dificuldade em conseguir chegar a uma quantidade óptima de agar para a firmeza e textura pretendida nesta receita…

Por fim, relativamente à receita, podem utilizar outras frutas, sendo que esta base de coco e lima também resulta muito bem com manga caramelizada, por exemplo. Ou, podem omitir a lima, juntar um pouco de sumo de limão, e cobrir com uma calda de frutos vermelhos, por exemplo, assemelhando-se a uma panna cotta.
Deixo-vos agora a receita, espero que gostem!

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Salada de feijão preto, vegetais grelhados e um molho de tomate picante + Como grelhar vegetais

Naquela altura do ano em que os convívios decorrem à mesa e envolvem bebidas frescas, saladas e grelhados, também é possível, para quem opta apenas pelos alimentos vegetais grelhados, tirar o melhor partido destes.
Os vegetais, quando bem grelhados, concentram naturalmente o seu sabor, ficam com um travo fumado e uma de crosta crocante, que os torna uma adição deliciosa a saladas, massas, molhos, ou podem ser simplesmente servidos assim.

salada de tofu grelhado, batata-doce e feijão3
Assim, neste artigo deixo-vos algumas sugestões baseadas na minha experiência para grelhar vegetais com sucesso.

Como temperar: Junto quase sempre só um fiozinho de azeite para prevenir que estes sequem ou que se colem à grelha, ou para permitir que os condimentos e os seus sabores fiquem bem impregnados na superfície dos vegetais. Quanto aos condimentos, acho que os vegetais ficam óptimos temperados apenas com um fio de azeite, sal e pimenta preta imediatamente antes de os grelhar. Para variar, às vezes também deixo os vegetais marinar num preparado com azeite, um elemento ácido (vinagre, vinagre balsâmico, citrinos…), uma pitada de sal, e um ou mais condimentos aromáticos (como o alho, pimentas, gengibre, colorau, ou ervas aromáticas secas).

Como grelhar: Os vegetais maiores (e com pele) coloco directamente na grelha quente, enquanto os vegetais de tamanho mais pequeno, ou de formato delicado, uso em espetadas para facilitar a rotação. Caso usem espetos de madeira, devem demolhar em água cerca de meia hora para não queimarem. Quando corto os vegetais em fatias, para além dos espetos, também posso coloca-los prensados numa grelha dupla para facilitar a viragem. Por vezes, também envolvo vários vegetais cortados numa folha de papel de alumínio, com o próprio molho da marinada, como forma de obter vegetais mais tenros.
Para que estes não queimem, a temperatura idealmente não deve ultrapassar os 200ºC, e os vegetais maiores devem ser colocados nas partes mais quentes da grelha, enquanto os mais delicados, ou os cortados, devem ser colocados nas partes menos quentes. E claro, deve agrupá-los consoante o tempo de cozimento.
Quanto ao tempo de cozimento, espargos, brócolos e couve-flor em pedaços, beringela em rodelas, pimento inteiro, tomate (cortados em metades), cebola cortadas em fatias, demoram cerca de 7-10 minutos, enquanto os tomates cereja, curgete em fatias e abacate ficam no ponto em 3-5 minutos. O milho em espiga, e os cogumelos Portobello precisam quase sempre de 12 a 13 minutos, enquanto a batata-doce, por exemplo, leva uns 15 minutos a grelhar. Em média os vegetais cortados em fatias não demoram mais do que 5-10 minutos na grelha, e apenas precisam de uma ou duas viragens. Vegetais inteiros, por exemplo, precisam de ser virados mais vezes para não queimar.

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Passando agora à receita… Comecei por grelhar o tofu em fatias, bem condimentado, para encobrir o sabor neutro desta proteína vegetal. Mas, se não gostarem, podem omiti-lo. Grelhei também a batata-doce, pimentos, tomates e cebola. Estes últimos, aproveitei não só a para a salada de feijão preto, como também para fazer um molho para acompanhar a batata-doce grelhada. Este molho resultou numa espécie de ketchup, mas mais concentrado em sabor pela ligeira redução do tomate grelhado, adocicado pela cebola grelhado, e também mais aromático, devido à adição de algumas especiarias (que aproveitei do molho da marinada do tofu).

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Salada de cenoura e algas, com molho de gengibre e lima

Tradução por: Marta Silva

Recentemente, foi sugerido na secção dos comentários que partilhasse receitas com algas, mais especificamente com wakame. Assim, quis deixar-vos com algumas dicas culinárias para a preparação e confeção das algas que se encontram mais frequentemente nos mercados, e, claro, algumas considerações nutricionais acerca do seu consumo.

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As algas, do grupo taxonómico Algae, apresentam uma grande diversidade de organismos, no que diz respeito à morfologia, grau de complexidade, e tamanho, e, podem ser divididas em macro e microalgas. São várias as suas aplicações, desde a extração de compostos como a carragenana e alginato, que exibem propriedades espessantes, gelificantes e estabilizantes de suspensões e emulsões, à utilização como biofertilizantes, bioindicadores, e claro, na alimentação, no estado minimamente processado.
Apesar da abundância de algas na costa portuguesa, o uso destas na alimentação não tem grande tradição em Portugal, exceto para algumas comunidades costeiras nos Açores.

Mas o interesse na utilização de algas na alimentação está a aumentar devido ao reconhecimento do seu valor nutricional, e conteúdo em minerais, oligoelementos, e até de ácidos gordos ómega 3.

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