Lima

Tacos mexicanos de feijão preto e salsa de abacate

Black bean tacos2
As receitas que sirvo em casa diariamente são geralmente bastante simples, simples até demais para serem receitas aqui no blog, mas é inevitável explorar as diferentes culturas gastronómicas, para tornar a culinária vegetariana mais interessante, (ou para, neste caso, apimentá-la).
Adoro aquilo que conheço e aplico da culinária mexicana, e adoro recriar a partir da sua inspiração pratos mais saudáveis, como estes “tacos”. A receita que utilizei foi inspirada numa do livro “Plenty” de Yotam Ottolenghi, mas era originalmente de “quesadillas”, e por isso, levavam queijo cheddar. Eu preferi cortar no queijo, e partilhar convosco um procedimento mais simples, como o dos “tacos” (em que é só “dobrar e comer”), no lugar de fazer “quesadillas”, porque sinceramente o resultado final seria bastante semelhante.
cashew sauce and salsaBlack bean tacos (mais…)

Por tentativa e erro

Soba noodles with tempeh and vegetables
Durante estes últimos 3 ou 4 anos em que me aventurei na cozinha vegetariana, devo ter experimentado mais ingredientes diferentes, do que no resto da minha vida. Tudo começa por tentativa e erro, e acreditem, cometi imensos erros com ingredientes e em receitas que até são simples, e fiz coisas intragáveis. Aprendi com os erros, e descobri que a persistência é aliada do conhecimento.

Um bom exemplo da minha persistência é o tempeh. Maldito ingrediente da culinária asiática, que só consegui dominar muito recentemente.

Tudo começou há alguns anos, quando, na pesquisa de fontes de proteína vegetais em inglês, encontro “tempeh (100g) – 19g”. Pesquisei algumas receitas em inglês, e descobri que estava condenada ao falhanço. A maioria das receitas continham ingredientes de nome complicado, que na altura não conhecia, “maple syrups, soy sauce, sriracha, ginger, miso (…), o que é isto?” entre outras coisas, que a maioria das pessoas nem imagina que existem. Ainda assim, resolvi experimentar com alguns temperos que tinha por casa. Na minha primeira experiência com esta proteína vegetal obtive um tempeh fatiado com molho de laranja intragável. Na segunda experiência, resolvi fazer uns hambúrgueres com batata-doce, e novamente, apesar da consistência estar excelente para um hambúrguer vegetal, o sabor amargo do tempeh estava lá. Alguns meses mais tarde, enfrentei de novo este produto, mas desta vez cozi-o em água, fiz uma marinada, e fritei-o. Finalmente o tempeh tinha perdido aquele sabor amargo, apesar do sabor característico estar presente, mas envolvido em aromas como o gengibre, e sabores doce, salgado do molho de soja e ácido da lima. O que me levou a partilhar esta receita convosco.
Soba noodles with julienne vegetables and tempeh
Mas afinal, o que é tempeh? É um produto feito a partir de grãos de soja fermentados. Considero-o uma boa fonte de proteína vegetal porque é pouco processado, apenas consiste nos grãos de soja juntos, e o facto de ser fermentado, vai aumentar a digestibilidade das suas proteínas, a absorção de nutrientes.
Por 100g, o tempeh tem cerca de 190kcal, 19g de proteína, poucos hidratos de carbono, 11g de gordura, na sua maioria mono e polinsaturada, e cerca de 10g de fibra. É uma boa fonte de vitamina B2, B3 e B6, assim como dos minerais Manganês, Magnésio, Ferro, Cobre e Fósforo. Pode até ser mais proteína vegetal mais interessante nutricionalmente do que o tofu, porque tem um menor processamento, maior quantidade de micronutrientes, e pode ser digerido mais facilmente, mas no final tudo se resumo ao sabor. Para quem não gosta do tofu por não ter sabor ou textura, acho que deve experimentar o tempeh, tem um sabor característico forte, e uma textura que eu considero ser mais agradável. Para quem já experimentou tempeh, e não gostou do sabor amargo, mas até dava uma 2ª oportunidade, então porque não experimentar esta receita?
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Sandes de grão e abacate

Mashed chickpea avocado sandwich
Penso que já repeti isto, mas acredito sinceramente que as melhores receitas podem ser as mais simples. Uma salada fresca temperada com um molho avinagrado, um estufado de legumes quentinho, ou uma sandes de rúcula e hummus na lancheira. Há qualquer coisa na simplicidade que nos faz apreciar pequenos detalhes de uma forma diferente. E acredito que se aplique a tudo. Para quê complicar quando devemos deixar brilhar o essencial?
Na alimentação também vejo as coisas desta forma. Apesar de condimentar os pratos ou apresenta-los de determinada forma, tento mostrar o essencial, ou seja, o sabor e a nutrição. E procuro deixar transparecer isso por aqui, para relembrar o que é verdadeiramente relevante. Não vai ser o aspecto do prato, os ingredientes da marca x ou y, nem nenhum pretensiosismo, mas apenas a receita e a qualidade dos nossos ingredientes.
Hoje vamos ficar-nos pela sandes de grão e abacate. É bem simples, nem requer o processador de alimentos. É nutritiva, (sabiam que o abacate era rico em gorduras monossaturadas? Aquelas que descem o “mau colesterol”, como as do azeite…). Ah, e o sabor… Bem, basta dar uma olhada nos ingredientes.
Mashed chickpea avocado sandwich
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