Manjericão

Rolinhos de beringela e quinoa + a minha versão de “Mozzarella”

Acho que o que melhor tem a culinária é que nunca me deixa de surpreender. Quem diria que é possível fazer em casa bolinhas semelhantes a queijinhos, quase como bolas de Mozzarella? É claro que o sabor é diferente, e a textura, mas gosto da sua semelhança e uso na criação de novos pratos, e de um novo desafio na cozinha.
Sabem que eu não sou muito de recriar pratos ou produtos tradicionais, e acho que a culinária vegetal não precisa deles nem de produtos processados para saber bem, ou simplesmente para ser mais apelativa ao público em geral. Mas às vezes com ingredientes vegetais simples fazemos as coisas mais curiosas, e adoro a ideia de criar com poucos ingredientes, pratos novos, com sabores ou texturas conhecidos ou nunca antes explorados, e é o que me faz querer continuar a cozinhar e a experimentar.

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E a minha sugestão para servir esta “mozzarella” é como recheio de rolinhos de beringela. Em plena época deste vegetal, decidi grelhá-lo em fatias longitudinais, e recheá-las com quinoa, cobrir com molho de tomate e levar ao forno (para o “queijo” amolecer um bocadinho). O resultado final é uma entrada ou acompanhamento leve mas bastante aromático, e com texturas diferentes da beringela crocante e da quinoa macia, envolvidos em molho de tomate.

Relativamente ao recheio dos rolinhos, apenas enriqueci a quinoa com folhas de manjericão, a tal “mozzarella”, limão, alho, sal e pimenta preta. Se por acaso não quiserem experimentar este queijo vegano, porque exige algum tempo e trabalho, podem também substituir por tomate seco ou algumas azeitonas picadinhas, para dar mais sabor ao recheio. Também podem substituir a beringela por curgete, se preferirem, porque também é possível fazer rolinhos óptimos depois de grelhar este vegetal, e a quinoa pode facilmente ser substituída por outro cereal ou até mesmo por lentilhas.

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Pizza de tomate seco com crosta de couve-flor

Esta semana reinventamos a pizza. Mas massa não é alta e fofa, ou baixa e crocante, nem é gordurosa. (Ok, se calhar é um bocadinho gordurosa). É feita essencialmente de vegetais, e a base é sem gluten, feita a partir de couve-flor e farinha de grão.
Reinventar receitas tradicionais por aqui já não é uma novidade, e cá em casa também não ficaram muito surpreendidos quando disse que ia fazer uma pizza essencialmente a partir de vegetais, excepto o meu irmão adolescente que me questionou o porquê de colocar “arroz” na pizza, que na verdade era couve-flor. Quando lhe disse o que era ele ficou a olhar para mim incrédulo e murmurou entre dentes qualquer coisa sobre o facto de eu colocar vegetais “escondidos” em quase tudo (para desgosto dele)… É verdade, e não vejo porque não experimentarmos, porque afinal, conheço bastantes pessoas que ainda não suportam ver os vegetais no prato. Esta pizza é um exemplo disso, onde coloco couve-flor bem triturada na base, e não tivesse eu dito de que era feita a pizza, provavelmente ninguém imaginaria que continha couve-flor (e assumiam que a levedura tinha passado do prazo, ou qualquer coisa assim, para ficar tão baixa…).

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Como já referi, a base é feita de couve-flor, linhaça (para tornar a base mais coesa), óregãos, e farinha de grão. Usei farinha de grão porque a amêndoa moída é um ingrediente mais caro, e pareceu-me uma boa alternativa numa receita de pizza sem gluten, (se for esse o caso), senão, podem juntar qualquer farinha que tenham por casa, mas ajustem a quantidade consoante a humidade da massa. Depois de levar a base ao forno, juntei um molho de tomate inspirado no molho Romesco que vos partilhei recentemente, e que combina sabores Mediterrâneos que adoro. Cubri finalmente com curgete laminada, tomate seco, por ter um sabor ligeiramente fumado, e azeitonas de cura tradicional. E no fim, umas folhas de rúcula e ervas aromáticas, mas também um fio de molho pesto, só porque é aromático, e o azeite, como gordura, contribui para uma maior palatabilidade desta versão reinventada da pizza.
Podem experimentar toppings diferentes daqueles que vos sugiro, e usar o molho de tomate habitual, ou os ingredientes que mais gostarem de juntar à pizza convencional.
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Salada de grão, legumes grelhado e molho Romesco

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Esta semana retiramos do quintal uma quantidade fantástica de curgetes, e lembrei-me de vos partilhar mais uma receita com legumes desta estação grelhados, onde desta vez junto grão, alguns verdes, ervas aromáticas e pão de há uns dias torrado.

Adoro incorporar legumes grelhados em saladas verdes, com um pouco de tudo. Sabem tão bem nesta altura, preparados ao ar livre, a par do bom tempo, bebidas frescas, e boa companhia.

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O molho é o ponto alto desta salada. O Romesco combina o sabor adocicado do pimento vermelho, um sabor adstringente do limão, e o toque crocante das amêndoas tostadas. Fica óptimo com pão, legumes crus (e até há quem junte à pizza), mas desta vez juntei à salada para dar mais sabor aos meus legumes e ao grão cozido.

Também podem juntar outros vegetais à vossa salada, aquilo que tiverem por casa, e dêem asas à vossa imaginação! Apesar desta salada colorida ainda conter vários elementos, depois de tirar as fotografias, deixei uns tomates cereja e umas azeitonas pequeninas de cura tradicional no frigorífico que também deveriam preencher esta salada… Mas fica a dica!

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