Quinoa

Aveia no forno com maçã e quinoa

O meu último ano de licenciatura explica a ausência de publicações novas no último mês. Espero que, no entanto, não se tenham esquecido deste pequeno blog de receitas.
Não tenho mantido a ideias organizadas como acontecia outrora, mas achei que estava na altura de partilhar uma receita de pequeno-almoço. E, quando já se faz sentir a diminuição das temperaturas, e o tempo lá fora já não é convidativo, acho que ligar o forno para fazer este pequeno-almoço para a família toda nem parece ser assim tão má ideia.
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Lembram-se da receita de aveia no forno com nozes, maçã e pêra? A receita que vos partilho hoje foi precisamente inspirada nessa, e, nesta versão actualizada, juntei quinoa cozida (que pode ser substituída por qualquer outro cereal), manteiga de amêndoa para um interior mais rico e guloso, e deixei os “xaropes” de lado. Juntei também puré de maçã, e acredito que a doçura da fruta seja suficiente para esta receita de pequeno-almoço, mas ajustem ao vosso gosto.
Também gosto de cobrir estas papas no forno com frutos gordos e fatias de fruta, para realçar outros sabores e texturas, porque senão este “assado” não passava de mais umas papas comuns. Os frutos gordos, assim, ficam crocantes, e com um sabor mais intenso. A fruta, no topo desta papa, carameliza e deixa passar os seus sucos para as papas. E podem usar outras frutas no lugar da maçã, como banana, cortada em fatias, ou frutos silvestres, dispersos entre esta massa, tingindo a aveia com as suas cores vivas. Ou, para uma versão mais Outonal, podem também juntar frutas da estação como pêra ou dióspiro-maçã, entre tantas outras.
Por fim, também juntei canela (1 colher de chá), mas podem experimentar juntar mais especiarias como gengibre, cravinho ou uma pitada de noz-moscada ou anis, para um pequeno-almoço ainda mais reconfortante.

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Rolinhos de beringela e quinoa + a minha versão de “Mozzarella”

Acho que o que melhor tem a culinária é que nunca me deixa de surpreender. Quem diria que é possível fazer em casa bolinhas semelhantes a queijinhos, quase como bolas de Mozzarella? É claro que o sabor é diferente, e a textura, mas gosto da sua semelhança e uso na criação de novos pratos, e de um novo desafio na cozinha.
Sabem que eu não sou muito de recriar pratos ou produtos tradicionais, e acho que a culinária vegetal não precisa deles nem de produtos processados para saber bem, ou simplesmente para ser mais apelativa ao público em geral. Mas às vezes com ingredientes vegetais simples fazemos as coisas mais curiosas, e adoro a ideia de criar com poucos ingredientes, pratos novos, com sabores ou texturas conhecidos ou nunca antes explorados, e é o que me faz querer continuar a cozinhar e a experimentar.

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E a minha sugestão para servir esta “mozzarella” é como recheio de rolinhos de beringela. Em plena época deste vegetal, decidi grelhá-lo em fatias longitudinais, e recheá-las com quinoa, cobrir com molho de tomate e levar ao forno (para o “queijo” amolecer um bocadinho). O resultado final é uma entrada ou acompanhamento leve mas bastante aromático, e com texturas diferentes da beringela crocante e da quinoa macia, envolvidos em molho de tomate.

Relativamente ao recheio dos rolinhos, apenas enriqueci a quinoa com folhas de manjericão, a tal “mozzarella”, limão, alho, sal e pimenta preta. Se por acaso não quiserem experimentar este queijo vegano, porque exige algum tempo e trabalho, podem também substituir por tomate seco ou algumas azeitonas picadinhas, para dar mais sabor ao recheio. Também podem substituir a beringela por curgete, se preferirem, porque também é possível fazer rolinhos óptimos depois de grelhar este vegetal, e a quinoa pode facilmente ser substituída por outro cereal ou até mesmo por lentilhas.

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Tabbouleh

Tabbouleh
Tabbouleh é um prato vegetariano, que consiste numa salada feita com tomate, muita salsa picada, menta e cebola, temperada com azeite, sumo de limão e sal. Também pode ser adicionado o bulgur, que é um grão feito a partir do trigo (geralmente integral), e outros vegetais. O bulgur também pode ser substituído por couscous, que é mais acessível e fácil de encontrar nos supermercados. O Tabbouleh é tradicionalmente servido como parte da mezze no Médio oriente, que é uma seleção de pratos pequenos que podem constituir uma refeição ou aperitivos (talvez um pouco como as tapas por aqui). Tornou-se uma comida étnica popular nas culturas ocidentais, mas nem sempre é bem compreendida, e eu também tenho alguma culpa nessa questão. Partilhei-vos uma versão pouco próxima da ideia da receita original, porque o ingrediente principal é a salsa, as ervas aromáticas, mas eu gosto de juntar mais bulgur (ou quinoa neste caso) para uma refeição mais consistente. Ainda assim, mantenho-me fiel em relação aos restantes ingredientes, e se quiserem uma receita mais próxima do original, abusem mais das ervas aromáticas, e cortem nos grãos. É provavelmente uma das saladas mais aromáticas que já comi, e curiosamente, sabe sempre melhor no dia seguinte do que no próprio dia.
Tabbouleh
Adoro os ingredientes simples que esta salada leva, e como se encontram facilmente e com melhor qualidade durante esta altura do ano, em que encontramos os tomates mais suculentos, e imensa salsa a dar cor ao nosso quintal, quase a pedir para ser gasta.
Geralmente nunca como esta salada sozinha, e gosto de juntar legumes grelhados, às vezes tofu grelhado, ou falafels e molho de tahini quando tenho mais tempo. É um excelente acompanhamento ao meu hummus com pão, porque dá alguma frescura à refeição. Também podem variar no cereal se preferirem, ou até juntar grão-de-bico, e fazer uma salada-refeição.
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