Salsa

Tabbouleh

Tabbouleh
Tabbouleh é um prato vegetariano, que consiste numa salada feita com tomate, muita salsa picada, menta e cebola, temperada com azeite, sumo de limão e sal. Também pode ser adicionado o bulgur, que é um grão feito a partir do trigo (geralmente integral), e outros vegetais. O bulgur também pode ser substituído por couscous, que é mais acessível e fácil de encontrar nos supermercados. O Tabbouleh é tradicionalmente servido como parte da mezze no Médio oriente, que é uma seleção de pratos pequenos que podem constituir uma refeição ou aperitivos (talvez um pouco como as tapas por aqui). Tornou-se uma comida étnica popular nas culturas ocidentais, mas nem sempre é bem compreendida, e eu também tenho alguma culpa nessa questão. Partilhei-vos uma versão pouco próxima da ideia da receita original, porque o ingrediente principal é a salsa, as ervas aromáticas, mas eu gosto de juntar mais bulgur (ou quinoa neste caso) para uma refeição mais consistente. Ainda assim, mantenho-me fiel em relação aos restantes ingredientes, e se quiserem uma receita mais próxima do original, abusem mais das ervas aromáticas, e cortem nos grãos. É provavelmente uma das saladas mais aromáticas que já comi, e curiosamente, sabe sempre melhor no dia seguinte do que no próprio dia.
Tabbouleh
Adoro os ingredientes simples que esta salada leva, e como se encontram facilmente e com melhor qualidade durante esta altura do ano, em que encontramos os tomates mais suculentos, e imensa salsa a dar cor ao nosso quintal, quase a pedir para ser gasta.
Geralmente nunca como esta salada sozinha, e gosto de juntar legumes grelhados, às vezes tofu grelhado, ou falafels e molho de tahini quando tenho mais tempo. É um excelente acompanhamento ao meu hummus com pão, porque dá alguma frescura à refeição. Também podem variar no cereal se preferirem, ou até juntar grão-de-bico, e fazer uma salada-refeição.
Tabbouleh (mais…)

Um convite à conversa, com tapas

vegan tapas
Uma das memórias que conservo de quando era miúda, é a de adorar aquelas festas de domingo à tarde com a família, em que havia um pouco de tudo à mesa. Sentava-me à beira dos adultos e petiscava tudo o que podia, ou pedia à minha mãe para me servir. Eram sempre pratos sem nexo, com elementos que sozinhos eram saborosos, mas no geral não fazia qualquer sentido aquela combinação no prato de plástico, com bolachas e rissóis e folhados, broa e queijo.
Recentemente, experimentei fazer tapenade, uma pasta de azeitona, que apesar de já ter provado várias vezes, nunca tinha surgido a oportunidade de fazer. Nesse mesmo dia a minha mãe também fez umas saladas simples, e havia queijo de caju no frigorífico. Juntei todos esses pratos na mesa, e servi com broa. Não estava propriamente na altura de almoçarmos. Na verdade, o almoço ainda estava a ser feito, mas adorei ver a minha família a parar por momentos para petiscar azeitonas com queijo de caju, broa com tapenade, e salada de grão. Por momentos senti reviver um pouco aquela união que a comida pode trazer, que por vezes carece de preconceito, e onde apenas o sabor e a simplicidade importam, ao lado de uma boa companhia.
tapanade + cashew cheeseEstas são algumas das entradas mais simples que gosto de fazer: tapenade (pasta de azeitona) com queijo de caju e um bom pão, pimentos assados em azeite, vinagre e ervas aromáticas, amêndoas picantes, grão-de-bico com cebola e salsa, bem Português, a transbordar de azeite.
(mais…)

Abóbora recheada com arroz preto e pinhões

Stuffed pumpkin
E mais uma vez, entrei em fase de exames para a faculdade. E as festividades, inevitavelmente, foram passadas a descansar estudar. Embora tenha organizado todo o meu tempo, não tenho a mesma disponibilidade para cozinhar, e portanto as refeições são bem simples, assim como vou ter menos tempo para o blog infelizmente.
Pumpkin
A receita de hoje é um exemplo de uma refeição fácil que fiz há uns dias. Com a abundância de abóboras que tivemos por cá, tinha de experimentar diferentes formas de cozinhar este vegetal. O que culminou numa nova receita de arroz preto que funciona com todo o tipo de vegetais assados.
Por falar em arroz preto, penso que nunca publiquei nenhuma receita com este grão por aqui. No entanto, não difere muito de qualquer outro tipo de arroz, para além da cor vibrante, sabor particular, e um maior tempo de cozedura. E por isso, se não tiverem por casa por casa este tipo de arroz, apenas substituam por um que seja aromático e com sabor próprio, como basmati, jasmim ou arroz selvagem.

Por fim, desejo a todos boas entradas no ano de 2014!
Stuffed pumpkin
(mais…)