Tomate

Estufado de feijão branco com “requeijão”

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O Inverno ainda se faz sentir, por isso achei que um último estufado, uma última taça desta “comida de conforto”, ainda fizesse sentido.
O estufado que vos partilho hoje não é muito diferente da sopa “Minestrone”, uma sopa de nome elaborado, mas de sabores e ingredientes simples como feijão, legumes e hortaliças, envoltos num molho rico de tomate, ervas aromáticas e limão. Esta receita continua a ser uma inspiração transversal para muitas receitas de estufados que coloco em prática no dia-a-dia, tal como esta.
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Servi o estufado de feijão branco com um “requeijão” de tofu, uma pasta que verdadeiramente nada tem a haver com o original, mas que pode ser um substituto interessante em receitas que o exigem, nomeadamente no recheio de massas ou vegetais, numa lasanha, a acompanhar saladas, ou, pode ser usado simplesmente para barrar no pão. Para dar mais sabor a esta pasta, tentei ser generosa na quantidade de ervas aromáticas e temperos, e até adicionei uns pinhões esquecidos das festividades, que cortaram um sabor ligeiramente amargo, característico do tofu. Aconselho-vos a adequar a receita ao vosso gosto, e jogar com as especiarias e ervas aromáticas que tiverem disponíveis. Se não quiserem utilizar o tofu, aconselho-vos a dar uma olhada nesta receita da Joana Alves, e esta, da Joana Limão.

Por fim, servi o estufado em taças individuais, guarnecido com umas colherzinhas de chá de molho pesto caseiro, uma colher (cheia) do “requeijão”, e algumas folhas de rúcula. O molho pesto é perfeitamente dispensável, mas pelo menos algumas folhas de manjericão picado, ou outras ervas aromáticas frescas, ficam sempre bem.
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Gnocchi de batata-doce

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Gosto de associar épocas do ano à gastronomia de alguns países, por isso, numa época em que abundam as beringelas, tomates e pimentos, os meus pratos parecem ter sempre alguma inspiração da culinária italiana. Mas embora seja mais recorrente fazer pratos mais simples como a sopa Minestrone ou acompanhar massa com Caponata e estas almôndegas, desta vez aventurei-me um bocadinho mais, e fiz o meu próprio gnocchi a partir de batata-doce. E não é que resultou mesmo bem? A batata-doce, sendo, obviamente, doce, contrasta na perfeição com o molho de tomate ácido. Era exactamente o sabor que eu procurava para contrabalançar esta acidez do tomate. E mesmo utilizando a batata-doce, o gnocchi acaba por não ser muito diferente do tradicional, sendo igualmente macio, e fica delicioso envolvido no molho de tomate.

Por fim, acompanhei o gnocchi com pimentos, beringela, azeitonas, e feijão branco salteados com uma pitada de pimenta-preta e sal, raspa de limão, e algumas ervas aromáticas frescas. No entanto, posso dizer-vos que esta não foi a ideia mais feliz. Apesar de ter gostado do resultado final a nível estético, e achar que os sabores até resultaram bem, a combinação de texturas não foi a melhor. Os vegetais tenros até ficam bem com o gnocchi, mas o feijão nem tanto, pois já é macio, e a par do gnocchi mais parece um prato feito para uma dieta mole/pastosa. Eu nem me importo tanto com este pormenor, mas apenas deixo o aviso para quem não gostar desta ideia.

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Rolinhos de beringela e quinoa + a minha versão de “Mozzarella”

Acho que o que melhor tem a culinária é que nunca me deixa de surpreender. Quem diria que é possível fazer em casa bolinhas semelhantes a queijinhos, quase como bolas de Mozzarella? É claro que o sabor é diferente, e a textura, mas gosto da sua semelhança e uso na criação de novos pratos, e de um novo desafio na cozinha.
Sabem que eu não sou muito de recriar pratos ou produtos tradicionais, e acho que a culinária vegetal não precisa deles nem de produtos processados para saber bem, ou simplesmente para ser mais apelativa ao público em geral. Mas às vezes com ingredientes vegetais simples fazemos as coisas mais curiosas, e adoro a ideia de criar com poucos ingredientes, pratos novos, com sabores ou texturas conhecidos ou nunca antes explorados, e é o que me faz querer continuar a cozinhar e a experimentar.

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E a minha sugestão para servir esta “mozzarella” é como recheio de rolinhos de beringela. Em plena época deste vegetal, decidi grelhá-lo em fatias longitudinais, e recheá-las com quinoa, cobrir com molho de tomate e levar ao forno (para o “queijo” amolecer um bocadinho). O resultado final é uma entrada ou acompanhamento leve mas bastante aromático, e com texturas diferentes da beringela crocante e da quinoa macia, envolvidos em molho de tomate.

Relativamente ao recheio dos rolinhos, apenas enriqueci a quinoa com folhas de manjericão, a tal “mozzarella”, limão, alho, sal e pimenta preta. Se por acaso não quiserem experimentar este queijo vegano, porque exige algum tempo e trabalho, podem também substituir por tomate seco ou algumas azeitonas picadinhas, para dar mais sabor ao recheio. Também podem substituir a beringela por curgete, se preferirem, porque também é possível fazer rolinhos óptimos depois de grelhar este vegetal, e a quinoa pode facilmente ser substituída por outro cereal ou até mesmo por lentilhas.

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