Tomate

Pizza de tomate seco com crosta de couve-flor

Esta semana reinventamos a pizza. Mas massa não é alta e fofa, ou baixa e crocante, nem é gordurosa. (Ok, se calhar é um bocadinho gordurosa). É feita essencialmente de vegetais, e a base é sem gluten, feita a partir de couve-flor e farinha de grão.
Reinventar receitas tradicionais por aqui já não é uma novidade, e cá em casa também não ficaram muito surpreendidos quando disse que ia fazer uma pizza essencialmente a partir de vegetais, excepto o meu irmão adolescente que me questionou o porquê de colocar “arroz” na pizza, que na verdade era couve-flor. Quando lhe disse o que era ele ficou a olhar para mim incrédulo e murmurou entre dentes qualquer coisa sobre o facto de eu colocar vegetais “escondidos” em quase tudo (para desgosto dele)… É verdade, e não vejo porque não experimentarmos, porque afinal, conheço bastantes pessoas que ainda não suportam ver os vegetais no prato. Esta pizza é um exemplo disso, onde coloco couve-flor bem triturada na base, e não tivesse eu dito de que era feita a pizza, provavelmente ninguém imaginaria que continha couve-flor (e assumiam que a levedura tinha passado do prazo, ou qualquer coisa assim, para ficar tão baixa…).

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Como já referi, a base é feita de couve-flor, linhaça (para tornar a base mais coesa), óregãos, e farinha de grão. Usei farinha de grão porque a amêndoa moída é um ingrediente mais caro, e pareceu-me uma boa alternativa numa receita de pizza sem gluten, (se for esse o caso), senão, podem juntar qualquer farinha que tenham por casa, mas ajustem a quantidade consoante a humidade da massa. Depois de levar a base ao forno, juntei um molho de tomate inspirado no molho Romesco que vos partilhei recentemente, e que combina sabores Mediterrâneos que adoro. Cubri finalmente com curgete laminada, tomate seco, por ter um sabor ligeiramente fumado, e azeitonas de cura tradicional. E no fim, umas folhas de rúcula e ervas aromáticas, mas também um fio de molho pesto, só porque é aromático, e o azeite, como gordura, contribui para uma maior palatabilidade desta versão reinventada da pizza.
Podem experimentar toppings diferentes daqueles que vos sugiro, e usar o molho de tomate habitual, ou os ingredientes que mais gostarem de juntar à pizza convencional.
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Almôndegas de lentilhas com molho de tomate

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Quem segue o blog há mais tempo sabe que eu adoro hambúrgueres de leguminosas, e até almôndegas, e tento sempre procurar outras formas de os tornar nutritivos e saborosos. Da última vez que fiz almôndegas, pensei numa forma diferente de ligar as leguminosas, que às vezes teimam em não ficar coesas o suficiente neste género de preparações. Juntar farinhas nunca foi uma opção, e geralmente até junto oleginosas moídas, ou sementes de linhaça moídas, mas desta vez juntei proteína. Foi esta proteína de cânhamo da Loja Vegetariana, mas outras variedades de proteína vegetal também ficam bem. Acabei por fazer umas fantásticas almôndegas de lentilhas, com um sabor ligeiramente apimentado das especiarias, mas com uma textura mais coesa, e um acréscimo no valor nutritivo!

Esta até poderia ser uma daquelas refeições que faço frequentemente, e geralmente até sirvo com um pouco de massa integral, e uma salada verde, e alguns legumes cozidos a vapor.

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Sabores de África – Estufado de amendoim e batata-doce

Esta semana inspirei-me numa sopa de amendoim africana para vos trazer uma forma menos comum de fazer estufados / sopas, que é com… Manteiga de amendoim! Sim, é isso, manteiga de amendoim permite criar molhos densos, cremosos, e de sabor forte, que vão muito bem com praticamente todos os vegetais.
Peanut butter sweet potato stew
É um pouco irónico da minha parte falar-vos de sabores africanos quando na verdade nunca visitei este continente, mas sinto que com a ajuda de um bom livro de cozinha, alguns ingredientes e um pouco de criatividade conseguimos viajar pelos sabores multiculturais que um dia sonhamos vir a conhecer realmente. E este estufado inspirado na culinária da África Ocidental, mais precisamente numa sopa de amendoim, foi a minha forma de levar um estufado, de grão e batata-doce, a tomar outros sabores.

A receita, como poderão ver, é relativamente simples, e não combina muitas especiarias, porque o uso de especiarias é menos comum neste género de culinária, em contraste com a culinária do Norte de África, mas nem por sombras deixa de ser menos interessante. Podemos encontrar sopas e estufados de variadíssimos vegetais como okra, batata-doce, mandioca, beringela ou abóbora temperados com gengibre, algumas ervas aromáticas e malaguetas para dar sabor.
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Nesta receita, não pude deixar de juntar a batata-doce, que pode ser tradicionalmente usado na sopa de amendoim, mas dada a riqueza deste estufado e deste molho, tive de juntar o grão e os espinafres para o deixar mais leve, e mais completo nutricionalmente. Se quiserem experimentar esta receita com outros vegetais, sugiro que experimentem com abóbora em cubos e couves cortadas finamente, que também fica muito bem com este molho reconfortante. O arroz é sempre um bom acompanhamento para pratos ricos como este, mas se quiserem experimentar uma versão mais tradicional, porque não optar pelo sorgo ou o millet?
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